A reconciliação medicamentosa é um processo formal e sistemá...

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Q3947345 Farmácia
A reconciliação medicamentosa é um processo formal e sistemático de segurança do paciente, realizado especialmente nos pontos de transição de cuidados. Segundo as diretrizes de segurança do paciente e as atribuições clínicas do farmacêutico, qual é o objetivo primordial dessa prática?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Reconciliação medicamentosa é o processo de obter uma lista completa e precisa dos medicamentos em uso pelo paciente e compará-la com as prescrições nas transições do cuidado para identificar discrepâncias não intencionais; como o enunciado descreve exatamente esse processo formal de segurança do paciente, a alternativa correta é a B.

Tema central: Reconciliação medicamentosa
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque desloca o objetivo da reconciliação medicamentosa da segurança do paciente para gestão de custos. Substituição compulsória por menor valor não define esse processo e ignora que o foco técnico é comparar a farmacoterapia prévia com a prescrição atual para reconhecer discrepâncias não intencionais.
B
Certa
A alternativa B corresponde à definição operacional e à finalidade central da reconciliação medicamentosa: levantar uma lista completa e precisa da farmacoterapia em uso e compará-la com as novas prescrições para detectar discrepâncias não intencionais. Esse é o mecanismo pelo qual o processo previne erros de medicação nas admissões, transferências e altas. Além disso, a alternativa descreve exemplos típicos dessas discrepâncias, como omissão, duplicidade e dose incorreta, exatamente como exigido pelo conceito técnico consolidado da prática.
C
Errada
Está errada porque padronização de marcas e adequação à REMUME pertencem ao campo de seleção/padronização de medicamentos, não ao objetivo primordial da reconciliação. A reconciliação analisa continuidade, precisão e segurança da farmacoterapia, e não conversão administrativa entre marcas ou elenco padronizado.
D
Errada
Está errada porque profilaxia universal com antimicrobianos e analgésicos não tem relação com reconciliação medicamentosa e é clinicamente inadequada quando feita independentemente do diagnóstico. Reconciliação não cria indicação terapêutica automática; ela compara tratamentos prévios e atuais para prevenir erro de medicação.
E
Errada
Está errada porque a reconciliação exige avaliação, comunicação com a equipe e documentação das discrepâncias e das decisões tomadas. Substituição automática sem registro em prontuário e sem comunicação rompe a rastreabilidade do cuidado e aumenta o risco de erro de medicação, o que contraria a própria finalidade do processo.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre reconciliação medicamentosa e atividades administrativas, como redução de custo, padronização de medicamentos ou trocas automáticas; o núcleo real da prática é prevenção de erros por comparação estruturada da farmacoterapia nas transições do cuidado.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado falar em transição do cuidado, pense em comparar a lista prévia de medicamentos com a nova prescrição.
  • O objetivo central da reconciliação é detectar discrepâncias não intencionais, como omissão, duplicidade, dose, via ou frequência incorretas.
  • Nem toda diferença entre listas é erro: mudanças intencionais precisam ser justificadas e documentadas.
  • Exclua alternativas focadas em custo, padronização de marca, logística ou troca automática sem registro, porque isso não define reconciliação medicamentosa.

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