A combinação de aspirina e um bloqueador do receptor do ADP ...
A combinação de aspirina e um bloqueador do receptor do ADP (clopidogrel, prasugrel ou ticagrelor) está recomendada em pacientes que foram submetidos à intervenção coronária percutânea por até:
Gabarito comentado
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Gabarito Comentado – Terapia Antiplaquetária Dupla (TAPD) após Intervenção Coronária Percutânea
Tema central:
A questão aborda a duração recomendada da terapia antiplaquetária dupla (TAPD) – ou seja, a associação de aspirina com um inibidor do receptor P2Y12 (clopidogrel, prasugrel ou ticagrelor) – em pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP). Esse é um procedimento comum na cardiologia para tratar obstruções coronarianas, e o manejo adequado da terapia antiplaquetária é vital para prevenir trombose do stent e eventos coronarianos maiores.
Justificativa da alternativa correta (A – 1 ano):
Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), a combinação de aspirina e inibidor do P2Y12 deve ser mantida por pelo menos 12 meses (1 ano) após ICP em pacientes com síndrome coronariana aguda, salvo contraindicações como alto risco de sangramento. O regime reduz eventos trombóticos e mortalidade cardiovascular especialmente no primeiro ano pós-procedimento. Estudos como o TRITON-TIMI 38 e PLATO embasam tal recomendação.
Citação: “A terapia antiplaquetária dupla (TAPD)... deve ser mantida por 12 meses em pacientes submetidos à ICP após SCA.” (Diretriz SBC de Síndromes Coronarianas Agudas, 2021, p. 42)
Análise das alternativas incorretas:
B) 3 anos, C) 5 anos, D) 10 anos: Essas alternativas estão incorretas porque a literatura não evidencia benefício na exposição prolongada a TAPD por mais de 12 meses de rotina, devido ao aumento relevante no risco de eventos hemorrágicos. Prolongar além de um ano só é considerado em casos selecionados, com alto risco de eventos isquêmicos e baixo risco de sangramento, sempre baseado em avaliação individualizada e não como conduta padrão.
Pegadinha da questão:
A chave é não confundir pacientes com risco especial (em que discussões sobre TAPD estendida podem acontecer) com a conduta padrão recomendada em diretriz, que é 1 ano. Palavras como “por até” sugerem o tempo máximo recomendado rotineiramente, não o tempo “possível”.
Resumo para concursos:
Em todos os pacientes submetidos à ICP por SCA – exceto se contraindicações claras – TAPD por 12 meses reduz eventos adversos e é respaldada por diretrizes nacionais e internacionais.
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