No trecho:[...] e de outros galosque com muitos outros galos...
[...] e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos [...]
A expressão “para que a manhã” traz a ideia de:
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Tema central da questão: Interpretação de texto com foco em conjunções subordinativas adverbiais de finalidade. É essencial identificar a função da locução conjuntiva “para que” no trecho analisado.
Explicação da alternativa correta (D – Finalidade):
No trecho analisado, a expressão “para que a manhã [...] se vá tecendo” introduz uma ideia de objetivo ou finalidade. Conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, locuções conjuntivas como “para que” sempre trazem uma intenção, um “com que objetivo?” ou “para quê?” em relação à ação anterior. Segundo Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), “as orações subordinadas adverbiais finais exprimem a finalidade ou o objetivo da ação expressa na oração principal” e são introduzidas por “para que”, “a fim de que”, entre outras.
Assim, no texto, os “fios de sol de seus gritos de galo se cruzam para que a manhã [...]” – ou seja, o propósito da ação dos galos é fazer a manhã acontecer.
Análise das alternativas incorretas:
A) Consequência: Imprópria. Relações de consequência exigem conjunções como “de modo que”, “tanto que”. “Para que” não indica resultado, e sim objetivo.
B) Adversidade: Está errada. Relações de adversidade ou oposição utilizam “embora”, “ainda que”. Não há sentido de contraste no trecho.
C) Conformidade: Também inadequada. Indica concordância (“conforme”, “segundo”), o que não ocorre aqui.
E) Comparação: Incorreta. Relações comparativas precisam de “como”, “tal qual”, e não são empregadas no trecho apresentado.
Dica para provas de interpretação: Sempre associe “para que” à ideia de finalidade. Não confunda com “de modo que” (consequência) – essa é uma pegadinha frequente!
Resumo da regra: Conjunções finais (“para que”, “a fim de que”) expressam o objetivo da ação principal; é fundamental reconhecer essas relações na leitura atenta do texto.
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Orações subordinadas adverbiais:
Causais -> como, porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que.
Comparativas -> mais..que, menos..que, assim como, quanto.
Consecutivas -> que (precedido de tal, tanto, tão)
Concessivas -> embora, coonquanto, não obstante, apesar de que.
Condicionais -> se, caso, a menos que, desde que.
Conformativas -> segundo, conforme.
Finais -> para que, a fim de que.
Temporais -> Quando, enquanto, logo que.
Proporcionais -> a medida que, na proporção que, quanto mais, quantos menos.
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