No cenário de câncer de pele não melanoma, o tratamento mult...
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O tema central da questão é o tratamento multimodal do câncer de pele não melanoma, destacando a importância de uma abordagem abrangente e personalizada, especialmente para casos mais agressivos ou avançados. Vamos analisar cada alternativa para entender a resposta correta e as incorretas.
Alternativa D - Correta: A radioterapia adjuvante em pacientes com carcinoma escamocelular que acomete nervos nominados deve incluir em seu template o trajeto e origem do nervo acometido. Esta abordagem é fundamental porque o envolvimento perineural é um fator de risco significativo para recidiva local e metástases, conforme diretrizes de tratamento oncológico. A inclusão do trajeto do nervo na área de tratamento ajuda a garantir que todas as células malignas sejam adequadamente tratadas, reduzindo a chance de recidiva.
Alternativa A - Incorreta: A afirmação de que a radioterapia é dedicada exclusivamente ao tratamento de casos recidivantes está equivocada. Embora seja frequentemente utilizada em casos de recidiva, a radioterapia também pode ser uma opção inicial em casos não cirúrgicos ou quando a cirurgia não é viável, conforme indicado em diretrizes como as da American Academy of Dermatology.
Alternativa B - Incorreta: O uso de cemiplimab não está mais em fase experimental para carcinoma escamocelular. Este medicamento, um inibidor de PD-1, foi aprovado pelo FDA para uso em casos de carcinoma escamocelular metastático ou localmente avançado que não são candidatos à cirurgia ou radioterapia, conforme estudos publicados em revisões de oncologia.
Alternativa C - Incorreta: O porocarcinoma écrino é uma neoplasia rara, mas a afirmação de que apenas a ressecção cirúrgica é necessária está incorreta. Embora a cirurgia seja o tratamento primário, casos avançados ou com características agressivas podem se beneficiar de terapias adjuvantes, como radioterapia ou quimioterapia, dependendo do julgamento clínico, conforme literatura especializada.
Alternativa E - Incorreta: A ideia de que carcinomas escamocelulares no tronco têm baixa chance de recidiva, mesmo com mais de 30 mm, é um equívoco. O tamanho do tumor é um fator de risco importante para recidiva, independentemente da localização. Além disso, o tronco também pode estar exposto à luz solar, especialmente em pessoas que passam muito tempo ao ar livre, o que não deve ser subestimado.
Em resumo, o entendimento correto da dinâmica de tratamento do câncer de pele não melanoma e a consideração dos fatores de risco associados a cada caso são essenciais para determinar a abordagem terapêutica ideal.
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