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Soro e vacina: tem diferença?
O soro é um conjunto de anticorpos já prontos, utilizado para combater ou impedir a progressão de uma doença já instalada. Uma pessoa picada por uma jararaca, por exemplo, pode receber soro anti-botrópico. Se o contato for com o vírus da raiva, o soro é o antirrábico.
O Instituto Butantan, em São Paulo, produz soros injetando substâncias, como toxinas animais e vírus inativados, em cavalos. As quantidades são muito pequenas, incapazes de prejudicar o animal. O sistema imunológico do cavalo reconhece estas substâncias como não próprias e gera anticorpos contra elas, que se concentram no sangue do animal. Esse material é coletado, processado, e usado para tratar pessoas que tiverem contato com o agente com o qual o soro foi preparado.
No caso da vacina, o objetivo é a prevenção. Humanos e outros animais recebem uma dose contendo um antígeno, ou seja, um micro-organismo causador de doença, ou parte dele, normalmente inativo ou incapaz de causar a doença. Então, o organismo reconhece o agente como estranho, e o sistema imunológico reage, produzindo anticorpos e desenvolvendo memória contra ele. A memória imunológica faz com que o corpo esteja pronto para se defender se houver um novo contato com o microrganismo causador daquela doença.
(Ana Marisa Chudzinski-Tavassi. Centro de Desenvolvimento e Inovação Instituto Butantan
https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-347/. Acesso em16/Out/2023.)