São vários os fatores de riscos para cesariana por despropor...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda fatores de risco para cesariana por desproporção cefalopélvica (DCP), que ocorre quando a cabeça fetal não se adapta às dimensões da pelve materna, dificultando ou impedindo o parto vaginal.
Justificativa para a alternativa correta (E):
A rotação digital nas más variedades de posição trata-se de uma manobra obstétrica corretiva, utilizada para ajudar o feto a girar em apresentações desfavoráveis, como occipito-posterior. Ao contrário do que sugerem os demais itens, essa intervenção visa diminuir a incidência de cesariana por posições desfavoráveis, e não é um fator de risco para DCP.
Análise das alternativas incorretas:
A) Estimativa de peso fetal acima de 3.000 g: Pesos fetais elevados, em especial acima de 4.000 g, são classicamente associados ao risco aumentado de DCP, segundo o Ministério da Saúde e o protocolo da FEBRASGO. No entanto, já acima de 3.000 g, principalmente quando outros fatores estão presentes, há maior vigilância para desproporção.
B) IMC ≥ 25 kg/m²: Gestantes com sobrepeso ou obesidade têm risco maior de DCP. O excesso de peso contribui para macrossomia fetal e alterações pélvicas, como destacado pela FEBRASGO (Manual de Ginecologia e Obstetrícia, 2022).
C) Nuliparidade: Mulheres que nunca tiveram parto vaginal possuem maior chance de DCP devido à menor distensibilidade dos tecidos pélvicos e ausência de “testagem” pélvica prévia, o que eleva o risco da via alta.
Segundo o "Tratado de Obstetrícia" de Rezende, a nuliparidade é predisponente para partos mais difíceis.
D) Pelvimetria clínica inadequada: Quando a avaliação clínica indica pelve menor que o esperado para o parto, aumenta o risco de DCP, pois pode não permitir a passagem segura do feto.
Dicas para a banca:
Fique atento a palavras que expressam condutas (como “rotação digital” ou “manobra”), pois elas não configuram risco, mas sim intervenção. Já características maternas ou fetais invariavelmente são fatores de risco quando relacionadas à anatomia ou peso.
Segundo o Protocolo do Ministério da Saúde (2022): “Fatores anatômicos, nuliparidade, obesidade materna e peso fetal elevado compõem os principais riscos para desproporção cefalopélvica.”
Resumo: A alternativa E é a correta, pois a rotação digital é uma manobra corretiva e não fator de risco para DCP.
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