Durante uma visita domiciliar realizada por uma equipe da At...

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Q3987769 Enfermagem
Durante uma visita domiciliar realizada por uma equipe da Atenção Básica (AB), o(a) enfermeiro(a) avalia um paciente de 42 anos que relata dormência progressiva na mão direita há alguns meses, além de manchas avermelhadas com diminuição da sensibilidade ao toque e à dor. Afirma não ter buscado atendimento antes por medo de preconceito. O enfermeiro identifica também que dois familiares convivem diretamente com o paciente e nunca foram avaliados.
Diante dessa situação, qual deve ser a conduta mais adequada da enfermagem conforme as competências preconizadas para o manejo da hanseníase na AB?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O quadro descreve suspeita clínica de hanseníase na Atenção Básica: lesão cutânea com diminuição de sensibilidade e queixa neuropática periférica progressiva exigem exame dermatoneurológico e atuação ativa da equipe. Como a base informa que a notificação formal é do caso confirmado, a resposta deve valorizar a avaliação clínica, o acolhimento e a organização do cuidado, sem inércia assistencial nem prescrição autônoma de PQT pela enfermagem antes da confirmação/classificação.

Tema central: Hanseníase na APS
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe encaminhamento passivo ao especialista e suspensão de intervenções na AB. Pela base, a suspeita de hanseníase deve ser abordada inicialmente na APS com exame dermatoneurológico, acolhimento, educação em saúde e organização da investigação dos contatos, sem aguardar atendimento especializado para iniciar o cuidado.
B
Errada
Está errada porque sugere apenas registro e observação, apesar de haver achados já sugestivos de hanseníase. A base indica que lesões com diminuição de sensibilidade e sintomas neurais exigem avaliação imediata, não conduta expectante, sob risco de atraso diagnóstico e manutenção de contatos sem investigação.
C
Errada
Está errada porque nega a atuação da enfermagem diante da suspeita. A base afirma que a enfermagem na AB participa da identificação clínica, do acolhimento, da educação em saúde, da organização do seguimento e da programação da avaliação dos contatos, não devendo aguardar exclusivamente a equipe médica para iniciar essas ações.
D
Errada
Está errada porque atribui à enfermagem prescrição e início da PQT com base apenas na suspeita, como responsabilidade exclusiva. Pela base, o início do tratamento depende de confirmação diagnóstica e classificação adequada; além disso, não cabe apresentar a enfermagem como agente autônomo exclusivo para instituir PQT nessa etapa.
E
Certa
A alternativa E é a única compatível com a atuação da enfermagem na Atenção Básica diante de suspeita de hanseníase. O enunciado traz lesão com alteração de sensibilidade, dormência progressiva e contatos domiciliares não avaliados, o que exige avaliação clínica detalhada, acolhimento, educação em saúde, orientação de autocuidado, programação da avaliação dos contatos e articulação do fluxo diagnóstico-terapêutico na APS. A parte final deve ser entendida com a necessária confirmação/classificação do caso antes do início da PQT. A expressão sobre 'notificar o caso como suspeito' é menos precisa, pois a base consultada vincula a notificação formal ao caso confirmado, mas isso não altera o fato de que a alternativa é a melhor resposta.
Pegadinha da questão
A banca opôs dois erros comuns: achar que a suspeita de hanseníase não exige ação na APS e, no extremo oposto, confundir atuação ativa da enfermagem com prescrição autônoma de PQT. O correto é agir na suspeita, sem ultrapassar a etapa diagnóstica/classificatória.
Dica para questões semelhantes
  • Em hanseníase, lesão de pele com perda de sensibilidade e queixa neural já impõem investigação clínica na APS.
  • Se houver contatos domiciliares, a avaliação deles faz parte da conduta correta.
  • A enfermagem deve acolher, avaliar, orientar e organizar o cuidado, mas não substituir a confirmação/classificação diagnóstica.
  • Desconfie de alternativas que transformam ausência de confirmação em inércia assistencial.

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