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O fenômeno do comportamento suicida é extremamente complexo ...

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Q4232655 Psicologia
O fenômeno do comportamento suicida é extremamente complexo e difícil de ser abordado, até porque, no mundo ocidental, a morte, por si só, já é um tema difícil de ser trabalhado nos diversos espaços sociais, como na escola, na família, no contexto acadêmico, e nos cursos profissionais da área de saúde em geral. Então, falar de um comportamento relacionado à morte, que vai na contramão da ciência, é mais difícil ainda, porque a ciência emprega grandes esforços para alongar os dias de vida e a pessoa que comete o suicídio vai de encontro a essa ideia, provocando um choque, um paradoxo. (CFP, 2013). Para o Conselho Federal de Psicologia (2013), o enfrentamento do suicídio no âmbito da Psicologia exige:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O enunciado, à luz do CFP (2013), aponta o suicídio como questão de saúde pública e processo complexo, o que afasta alternativas reducionistas e sustenta a letra C como a única compatível com a abordagem institucional.

Tema central: Suicídio na Psicologia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque restringe o enfrentamento aos espaços clínicos individuais, enquanto a base afirma que o suicídio é questão de saúde pública e demanda ações amplas de assistência, prevenção e apoio. O CFP amplia o cuidado; não o limita ao consultório.
B
Errada
Está errada porque reduz o suicídio a consequência prioritária de transtornos mentais e a práticas biomédicas específicas. A base decisória afasta esse reducionismo ao exigir análises sociais e psicológicas aprofundadas e ao tratar o fenômeno como complexo e multifatorial.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde ao núcleo da posição do CFP em 2013: o suicídio não é tratado de forma simples, isolada ou monocausal, mas como fenômeno complexo e multifatorial, situado no campo da saúde pública e exigente de atuação técnica e ética. A base também sustenta a necessidade de promoção de apoio, atenção e compromisso social, o que torna compatível a formulação da alternativa, embora a expressão exata sobre "direitos humanos" e "interdisciplinares" não seja a citação literal do trecho mínimo decisivo.
D
Errada
Está errada porque o não envolvimento profissional contraria a exigência de assistência técnica e ética, além da lógica de prevenção e promoção de apoio presente no material do CFP. A autonomia do sujeito não é fundamento, na base, para omissão diante de ideação suicida.
E
Errada
Está errada porque propõe protocolos rígidos e universais sem consideração do contexto, mas a base destaca a necessidade de ações adequadas ao cenário brasileiro e compatíveis com a complexidade contextual do fenômeno. Isso exclui padronização cega ao contexto sociocultural.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi trocar a abordagem complexa e de saúde pública do CFP por saídas aparentamente técnicas, mas incompatíveis com a diretriz central: reducionismo biomédico, omissão profissional, restrição à clínica ou protocolo descontextualizado.
Dica para questões semelhantes
  • Se a referência institucional apresenta o fenômeno como complexo e de saúde pública, elimine alternativas que o reduzam a uma causa única ou a um único setting de atuação.
  • Quando a base exige assistência técnica e ética, descarte opções fundadas em omissão profissional diante de risco.
  • Se o texto valoriza contexto social e psicológico, rejeite protocolos universais rígidos sem adequação situacional.

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