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Q3987762 Enfermagem
A equipe de enfermagem da UBS Pernambucanas realiza visita domiciliar a um idoso de 84 anos, acamado há seis meses, dependente para as atividades básicas e com nutrição limítrofe. Observa-se que o paciente permanece longos períodos na mesma posição, apresenta pele visivelmente ressecada, com perda de tecido subcutâneo e em uso de colchão de espuma simples, já deformado.
Considerando as diretrizes de prevenção de lesão por pressão e os cuidados gerais para pacientes idosos no domicílio, qual é a intervenção prioritária para a equipe de enfermagem?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso descreve idoso acamado, dependente, com nutrição limítrofe, pele ressecada, perda de tecido subcutâneo e colchão deformado, configurando alto risco para lesão por pressão. Nessa situação, a prevenção prioritária é reduzir pressão e cisalhamento por reposicionamento programado, superfície adequada de redistribuição de pressão e proteção de proeminências ósseas, o que corresponde à alternativa D.

Tema central: Prevenção de lesão por pressão
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque loções com fragrância intensa não corrigem o mecanismo causal principal, que é a pressão prolongada sobre áreas de apoio. Além disso, produtos perfumados podem irritar pele senil, ressecada e frágil. Cuidado cutâneo pode ser adjuvante, mas não substitui alívio de pressão nem é a intervenção prioritária neste cenário.
B
Errada
Está errada porque mudança de decúbito a cada 6 horas é insuficiente para um paciente claramente de alto risco, mantendo tempo prolongado de compressão capaz de gerar isquemia tecidual. Também falha ao restringir travesseiros à cabeça, sem descarregar calcâneos, trocânteres, maléolos e outras proeminências ósseas que precisam de proteção.
C
Errada
Está errada porque a posição sentada por grande parte do dia não reduz a pressão de forma global; ela pode concentrá-la em sacro e tuberosidades isquiáticas, sobretudo em idoso magro, imóvel e com pouco acolchoamento tecidual. Sair do leito não é sinônimo de prevenção quando a pressão continua focal e prolongada.
D
Certa
A alternativa D está correta porque reúne as medidas que atuam diretamente na causa principal do problema descrito: pressão sustentada sobre áreas de apoio em paciente de alto risco. O reposicionamento a cada 2 horas reduz o tempo de compressão tecidual; a troca do colchão deformado por superfície adequada redistribui a carga e diminui pontos de alta pressão; e os coxins descarregam proeminências ósseas vulneráveis. É a única opção que enfrenta, ao mesmo tempo, imobilidade, suporte inadequado e fragilidade tecidual do caso.
E
Errada
Está errada porque massagem vigorosa sobre áreas avermelhadas é inadequada e potencialmente lesiva. A hiperemia em área de pressão pode representar dano tecidual inicial ou sofrimento local; fricção e massagem podem aumentar o trauma. A conduta correta diante desse risco é aliviar a pressão e proteger a área, não massageá-la.
Pegadinha da questão
A banca tentou trocar a medida prioritária de prevenção, que é o alívio de pressão com reposicionamento e superfície adequada, por medidas intuitivas porém incorretas ou acessórias, como hidratação perfumada, permanência sentada ou massagem em área avermelhada.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente acamado e de alto risco, procure a alternativa que atue no mecanismo central: reduzir pressão prolongada e cisalhamento.
  • Reposicionamento programado, superfície de redistribuição de pressão e proteção de proeminências ósseas formam o núcleo da prevenção.
  • Intervalos longos sem mudança de decúbito e posição sentada prolongada mantêm compressão tecidual e aumentam risco.
  • Massagem em áreas hiperemiadas e produtos irritantes/perfumados não são medidas preventivas adequadas.

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