Mulher de 30 anos de idade veio ao ambulatório por ausência...

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Q3833559 Medicina
 Mulher de 30 anos de idade veio ao ambulatório por ausência de menstruação há seis meses. G2P2 (vaginais), LTB +. Traz exames: Beta-HCG negativo, dosagem sérica de TSH e T4 livre normais, dosagem sérica de prolactina normal. Fez o teste de progesterona que foi negativo e realizou também o teste de estrógeno e progesterona que foi positivo. Exame físico sem alterações. Exame ecográfico normal.
Considerando o quadro acima, qual o próximo passo para o diagnóstico? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na amenorreia secundária, após beta-HCG, TSH e prolactina normais, o teste de progesterona negativo seguido de teste estrogênio-progesterona positivo indica hipoestrogenismo com trato de saída preservado; a próxima etapa é dosar FSH para diferenciar causa ovariana de causa hipotalâmico-hipofisária.

Tema central: Amenorreia secundária
Análise das alternativas
A
Certa
A dosagem de FSH é o exame que classifica etiologicamente o hipoestrogenismo identificado pelos testes funcionais. O sangramento após estrogênio + progesterona mostra que útero, endométrio e via de saída estão funcionantes; a ausência de sangramento com progesterona isolada indica que faltava estrogênio endógeno. Nesse contexto, o FSH é o próximo exame porque separa insuficiência ovariana/hipergonadotrófica de causa central/hipogonadotrófica.
B
Errada
Sulfato de DHEA é exame de investigação de hiperandrogenismo, especialmente de origem adrenal. O caso não traz sinais clínicos de excesso androgênico e os testes realizados apontam para deficiência estrogênica, não para amenorreia por excesso de andrógenos.
C
Errada
Biópsia de endométrio não é o próximo passo nesse algoritmo. O teste estrogênio-progesterona positivo já demonstra endométrio responsivo e via de saída pérvia, e o enunciado não fornece sangramento uterino anormal nem suspeita específica de doença endometrial que justifique avaliação histológica inicial.
D
Errada
Ressonância da hipófise pode entrar depois se a avaliação hormonal sugerir causa central ou se houver sinais neurológicos/hiperprolactinemia. Aqui a prolactina é normal, o exame físico não traz pistas centrais e ainda falta a etapa classificatória com gonadotrofinas; pular direto para imagem contraria a sequência diagnóstica.
E
Errada
O anti-mulleriano avalia reserva folicular, mas não é o exame inicial de escolha para classificar a etiologia da amenorreia secundária por hipoestrogenismo. Entre as alternativas, o exame decisivo no algoritmo é o FSH, que distingue causa ovariana de causa hipotalâmico-hipofisária.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre teste de progesterona negativo e obstrução do trato de saída. Isso seria possível antes do teste combinado, mas o sangramento após estrogênio + progesterona afasta obstrução e mostra que o problema é falta de estrogênio endógeno.
Dica para questões semelhantes
  • Se progesterona isolada não provoca sangramento, pense em três grupos: hipoestrogenismo, obstrução de via de saída ou endométrio não responsivo.
  • Se estrogênio + progesterona provoca sangramento, conclua que o trato de saída está preservado e que faltava estrogênio endógeno.
  • Depois de beta-HCG, TSH e prolactina normais, com padrão funcional de hipoestrogenismo, o exame que vem a seguir para classificar a causa é FSH.
  • Não pule para ressonância de hipófise sem antes separar causa ovariana de causa central por avaliação hormonal.

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