Sobre fraturas costais múltiplas e tórax instável, assinale ...

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Q3833865 Medicina
Sobre fraturas costais múltiplas e tórax instável, assinale a alternativa CORRETA. 
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão se resolve pela indicação de estabilização cirúrgica da parede torácica em tórax instável e fraturas costais múltiplas com repercussão funcional. Entre as alternativas, apenas a D reúne o cenário anatômico-funcional cobrado e o benefício esperado da fixação; as demais trazem contraindicação inexistente, subestimam a gravidade do quadro, superestimam a ventilação mecânica como substituta da cirurgia ou postergam indevidamente a intervenção.

Tema central: Fixação costal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque idade avançada, isoladamente, não é contraindicação formal à fixação costal. A base é explícita ao afirmar que ser idoso não proíbe o procedimento por si só; a decisão depende de estabilidade clínica, padrão de lesão, reserva funcional e viabilidade técnica. Confundir fragilidade óssea ou maior risco perioperatório com contraindicação absoluta é o erro da alternativa.
B
Errada
Está errada porque o tórax instável pode causar insuficiência respiratória relevante. O mecanismo é conhecido: movimento paradoxal, dor intensa, redução da expansibilidade, atelectasia, retenção de secreções e possível contusão pulmonar associada comprometem a ventilação. Por isso, o manejo não se resume genericamente a analgesia; em casos com repercussão ventilatória, pode ser necessário suporte respiratório e, em pacientes selecionados, estabilização cirúrgica.
C
Errada
Está errada porque ventilação mecânica não substitui universalmente a fixação cirúrgica. Ela oferece estabilização pneumática temporária e suporte gasométrico, mas isso não elimina indicação anatômico-funcional de correção da parede torácica quando há instabilidade evidente, dor refratária ou falha de ventilação/desmame. Suporte ventilatório e reparo mecânico têm papéis diferentes.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve os cenários clássicos em que a estabilização cirúrgica da parede torácica é indicada ou fortemente considerada: fraturas costais deslocadas com dor refratária, tórax instável com instabilidade paradoxal e dificuldade ventilatória ou de desmame. O fundamento médico é direto: o tórax instável perde continuidade mecânica, gera movimento paradoxal, dor intensa e ventilação ineficaz; ao corrigir essa instabilidade, a fixação melhora a mecânica respiratória, reduz a dor e pode diminuir tempo de ventilação mecânica e permanência em UTI em pacientes selecionados.
E
Errada
Está errada porque postergar a fixação até após consolidação inicial contraria o objetivo funcional da intervenção no trauma torácico. Quando indicada, a fixação é considerada em fase aguda ou subaguda precoce para restaurar a mecânica da parede, reduzir dor e facilitar ventilação. Esperar consolidação inicial esvazia justamente o benefício fisiológico que motivou a indicação.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tratamento inicial e tratamento suficiente: analgesia e ventilação mecânica são partes importantes do manejo, mas não substituem automaticamente a avaliação de fixação cirúrgica quando há instabilidade paradoxal, dor refratária ou falha ventilatória.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma costal, procure primeiro sinais de repercussão funcional: movimento paradoxal, dor refratária e falha ventilatória pesam a favor de estabilização cirúrgica.
  • Não trate ventilação mecânica como solução definitiva da instabilidade da parede; ela pode ser suporte temporário, não substituto universal da fixação.
  • Idade, sozinha, não define contraindicação formal; o critério é anatômico-funcional e clínico.
  • Se a alternativa adia sistematicamente a fixação para depois da consolidação, tende a contrariar a lógica do benefício precoce no trauma.

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