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Q3833555 Medicina
Paciente de 60 anos, G1P1 (vaginal) foi ao consultório de ginecologia com história de sangramento genital há uma semana. Sem cólicas. O exame ginecológico demonstrou útero com volume, superfície e consistência normais. O exame ecográfico revelou estrutura endometrial hiperecogênica arredondada em fundo de cavidade uterina, sem demais achados. 
Diante do exposto, qual o provável diagnóstico?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em mulher pós-menopausa com sangramento genital, a presença de lesão focal intracavitária hiperecogênica, arredondada, no fundo da cavidade uterina, com útero sem alterações ao exame, favorece pólipo endometrial e afasta como mais prováveis as causas difusas do endométrio ou doenças miometriais.

Tema central: Sangramento pós-menopausa
Análise das alternativas
A
Errada
Adenomiose é doença do miométrio. O esperado é alteração miometrial difusa, com útero aumentado ou heterogêneo, além de associação mais típica com dismenorreia e menorragia em mulheres no menacme ou perimenopausa. Aqui, o útero está normal ao exame e a imagem é uma lesão endometrial focal intracavitária, o que torna adenomiose incompatível como diagnóstico principal.
B
Certa
Pólipo endometrial é a alternativa que melhor corresponde à combinação clínica e morfológica descrita. Trata-se de lesão focal endocavitária, frequentemente hiperecogênica e arredondada ao ultrassom, capaz de causar sangramento uterino anormal na peri e pós-menopausa. O exame ginecológico sem aumento uterino e a ausência de outros achados ecográficos reforçam uma lesão localizada do endométrio, e não comprometimento difuso endometrial ou doença miometrial.
C
Errada
Mioma submucoso pode protruir para a cavidade, mas sua origem é miometrial. Por isso, costuma aparecer como nódulo sólido de padrão mais compatível com leiomioma, e não como estrutura endometrial hiperecogênica arredondada pura. A topografia e a morfologia descritas favorecem lesão do endométrio, não tumor miometrial submucoso.
D
Errada
Hiperplasia endometrial geralmente se manifesta como espessamento difuso do endométrio. O dado decisivo desta questão é justamente o padrão focal, arredondado e intracavitário descrito no ultrassom, que favorece pólipo e torna a hiperplasia menos provável.
E
Errada
Adenocarcinoma endometrial deve ser lembrado diante de sangramento pós-menopausa, mas o enunciado pede o diagnóstico mais provável com base no padrão de imagem. Neoplasia endometrial costuma se associar mais a espessamento endometrial irregular ou heterogêneo do que a uma formação focal arredondada isolada com descrição típica de lesão polipoide. A idade aumenta a necessidade de investigação, mas não supera a morfologia sugestiva de pólipo.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de marcar adenocarcinoma apenas porque há sangramento pós-menopausa. O ponto decisivo, porém, é a morfologia ultrassonográfica focal e polipoide, que favorece pólipo endometrial.
Dica para questões semelhantes
  • Diferencie padrão focal intracavitário de espessamento difuso endometrial: focal favorece pólipo; difuso favorece hiperplasia.
  • Separe lesão endometrial de doença miometrial pela topografia da imagem: adenomiose e mioma submucoso partem do miométrio.
  • Em sangramento pós-menopausa, idade isoladamente não fecha câncer; confronte sempre o padrão morfológico descrito no exame.

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