Sobre complicações potenciais da simpatectomia torácica vide...

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Q3833861 Medicina
Sobre complicações potenciais da simpatectomia torácica videotoracoscópica, assinale a alternativa CORRETA. 
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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão cobra complicações e falhas técnicas da simpatectomia torácica videotoracoscópica. O ponto decisivo é que a recidiva pode ocorrer por interrupção incompleta da cadeia/fibras acessórias, preservação de fibras comunicantes e por regeneração ou reinervação neural; por isso, a alternativa E descreve o mecanismo reconhecido e sustenta o gabarito.

Tema central: Complicações da simpatectomia torácica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque usa uma exclusividade anatômica falsa. A síndrome de Horner se relaciona a lesão simpática alta, sobretudo próxima de T1/gânglio estrelado, pela correlação com a inervação simpática ocular. Portanto, não ocorre exclusivamente quando são seccionados níveis abaixo de T3.
B
Errada
Está errada porque atribui ao nervo frênico uma complicação que é pleural/mecânica. O pneumotórax pós-operatório imediato é complicação possível da abordagem torácica videotoracoscópica e não é marcador típico de lesão frênica. Lesão do nervo frênico cursa principalmente com disfunção diafragmática, como paresia ou paralisia diafragmática.
C
Errada
Está errada porque nega uma complicação reconhecida do próprio acesso cirúrgico. Neuralgia intercostal crônica pode resultar de trauma intercostal relacionado à toracoscopia e, por isso, não deve ser interpretada como achado que costuma indicar patologia sem relação com o procedimento.
D
Errada
Está errada porque transforma um fator possível em fator exclusivo. A hiperidrose compensatória pode ter relação com características do paciente, incluindo IMC, mas também depende do nível e da extensão da simpatectomia. Negar a influência do nível da cadeia simpática abordado contraria o mecanismo dos efeitos autonômicos pós-operatórios.
E
Certa
A alternativa E está correta porque descreve um mecanismo técnico e fisiopatológico reconhecido de recidiva após simpatectomia torácica videotoracoscópica. A falha pode ocorrer tanto por interrupção incompleta da via simpática, com preservação de fibras comunicantes ou acessórias, quanto por regeneração/reinervação neural ao longo do tempo. A menção à clipagem parcial é compatível com esse raciocínio, porque a interrupção pode não ser efetiva ou completa.
Pegadinha da questão
A banca explora termos absolutos e associações causais erradas: 'exclusivamente' na síndrome de Horner, pneumotórax atribuído a lesão frênica e a falsa ideia de que o nível da simpatectomia não interfere na hiperidrose compensatória.
Dica para questões semelhantes
  • Em complicações de simpatectomia, diferencie falha técnica/recidiva de efeito colateral autonômico e de complicação do acesso torácico.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos quando a anatomia simpática e os mecanismos pós-operatórios são multifatoriais.
  • Pneumotórax imediato aponta para complicação pleural da toracoscopia; lesão frênica aponta para disfunção diafragmática.
  • Recidiva após o procedimento não exclui relação com a cirurgia: pense em interrupção incompleta, fibras comunicantes preservadas e reinervação.

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