Nos embriões com gônadas femininas, os ductos mesonéfricos r...

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Q3833551 Medicina
Nos embriões com gônadas femininas, os ductos mesonéfricos regridem, e os ductos paramesonéfricos se desenvolvem, respectivamente, às custas da ausência das seguintes substâncias: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na embriologia clássica, a manutenção dos ductos mesonéfricos depende de testosterona e a persistência dos ductos paramesonéfricos depende da ausência de hormônio anti-mulleriano. Assim, o conhecimento biomédico consolidado sustenta a alternativa A, embora o gabarito oficial informado pela banca seja B.

Tema central: Diferenciação sexual embrionária
Análise das alternativas
A
Errada
Do ponto de vista médico, esta é a combinação embriologicamente correta: a ausência de testosterona leva à regressão dos ductos mesonéfricos, e a ausência de hormônio anti-mulleriano permite a persistência e o desenvolvimento dos ductos paramesonéfricos. Ela é a alternativa sustentada pela base de decisão médica, embora não seja o gabarito oficial.
B
Certa
A alternativa B deve ser mantida apenas por aderência ao gabarito oficial informado. Do ponto de vista embriológico, porém, ela não corresponde ao mecanismo clássico: estrogênio não explica a regressão dos ductos mesonéfricos e diidrotestosterona não é o fator que determina o desenvolvimento dos ductos paramesonéfricos. Portanto, B é o item oficial, mas não o sustentado pela base médica consolidada.
C
Errada
DHEA não é o hormônio efetor responsável pela manutenção dos ductos mesonéfricos. Já o fator determinante de testículo participa da determinação gonadal testicular, não atua como a substância terminal que regula a regressão dos ductos paramesonéfricos. A alternativa confunde etapa genética de determinação testicular com hormônios efetores da diferenciação ductal.
D
Errada
Estrogênio não é a substância cuja ausência explica a regressão dos ductos mesonéfricos. Além disso, células germinativas não constituem uma substância e sua ausência não é o mecanismo de desenvolvimento dos ductos paramesonéfricos. Há erro de mecanismo embriológico e erro de categoria biológica.
E
Errada
Progesterona e androstenediona não são os determinantes embriológicos centrais da regressão wolffiana nem da persistência mülleriana. A alternativa atribui papel causal ductal a hormônios que, segundo a base, não são os efetores principais desses fenômenos.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre diferenciação dos ductos internos e hormônios ligados à diferenciação sexual em geral, especialmente trocar testosterona por DHT e supor papel decisivo do estrogênio no desenvolvimento interno feminino fetal.
Dica para questões semelhantes
  • Separe determinação gonadal de diferenciação ductal: SRY/TDF define testículo; os ductos respondem a hormônios efetores.
  • Para ductos internos, pense em testosterona para manutenção dos mesonéfricos e AMH para regressão dos paramesonéfricos.
  • Não troque DHT por testosterona: DHT atua principalmente na genitália externa masculina, não é o determinante principal dos ductos internos.
  • Se a alternativa atribuir ao estrogênio o desenvolvimento interno feminino embrionário como fator principal, confronte com a base antes de aceitar.

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