Paciente de 35 anos, G2P2, partos vaginais. Vai ao ambulatór...

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Q3833549 Medicina
Paciente de 35 anos, G2P2, partos vaginais. Vai ao ambulatório de ginecologia para realizar exame preventivo. Informa ter sido submetida à histerectomia total há três anos por miomatose uterina.
De acordo com o caso acima, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Após histerectomia total por miomatose uterina, sem antecedente informado de neoplasia cervical ou lesão precursora de alto grau, o colo uterino foi removido e não há indicação de rastreamento citológico de rotina; assim, o exame preventivo é desnecessário.

Tema central: Rastreamento citológico após histerectomia total
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. A alternativa propõe técnica de coleta de preventivo, mas o ponto decisivo é anterior: após histerectomia total por doença benigna, não há indicação de exame citológico de rotina. Além disso, não há colo uterino para coleta cervical.
B
Errada
Errada. A retirada do colo uterino não transforma a cúpula vaginal em alvo obrigatório de rastreamento. Neste contexto, histerectomia total por miomatose sem antecedente de lesão cervical significativa, a citologia da cúpula vaginal não é recomendada como rotina.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o Papanicolau é um exame de rastreamento de lesões do colo do útero. Na histerectomia total, o colo foi retirado. Como a cirurgia ocorreu por doença benigna, miomatose, e o enunciado não traz antecedente de neoplasia cervical ou lesão precursora de alto grau, não se aplica a exceção que manteria seguimento citológico. Nesse cenário, não há alvo anatômico cervical nem indicação clínica de rastreamento citológico de rotina.
D
Errada
Errada. A periodicidade trienal só se discute quando existe indicação de rastreamento. Aqui, o exame preventivo não está indicado, porque a paciente não pertence mais ao grupo-alvo do rastreamento citológico cervical após histerectomia total por condição benigna.
E
Errada
Errada. Colposcopia anual não é conduta de rotina em toda mulher histerectomizada. Esse exame depende de indicação específica, e o enunciado não fornece achado clínico, citológico ou antecedente oncológico cervical que justifique essa vigilância.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ter feito histerectomia e precisar substituir o Papanicolau por coleta da cúpula vaginal ou por colposcopia. O decisivo é distinguir histerectomia total por doença benigna, em que o rastreamento de rotina deixa de ser indicado.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de pensar em técnica ou intervalo, defina se ainda existe indicação de rastreamento.
  • Histerectomia total remove o colo; sem colo, o Papanicolau perde seu alvo anatômico habitual.
  • Se a histerectomia foi por doença benigna e não há antecedente de NIC 2/3 ou câncer cervical, não se indica citologia de rotina.
  • Não trate a cúpula vaginal como substituta automática do colo no rastreamento.

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