No manejo de fístulas traqueoesofágicas adquiridas, assinale...

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Q3833853 Medicina
No manejo de fístulas traqueoesofágicas adquiridas, assinale a alternativa CORRETA. 
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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Na fístula traqueoesofágica adquirida benigna, especialmente pós-intubação, o reparo definitivo costuma exigir separação da traqueia e do esôfago, fechamento dos defeitos e interposição de tecido vascularizado entre os planos para reduzir recidiva; por isso a alternativa E é a correta.

Tema central: Reparo da fístula traqueoesofágica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe fechamento primário simultâneo sem interposição muscular, contrariando o princípio técnico central do reparo dessas fístulas. O problema cirúrgico não é apenas encerrar a comunicação, mas impedir refistulização entre linhas de sutura contíguas; por isso a separação dos planos com tecido vascularizado é parte relevante do tratamento.
B
Errada
Está errada pelo absolutismo. Não existe superioridade universal do stent traqueal sobre o esofágico nas comunicações altas. O uso de stents é contextual, geralmente em casos selecionados, muitas vezes paliativos ou como ponte terapêutica, e a escolha depende de localização, etiologia, extensão e do objetivo terapêutico.
C
Errada
Está errada porque nega um ponto fisiopatológico fundamental. A fístula cria comunicação entre trato digestivo e via aérea, permitindo passagem de saliva, secreções e conteúdo alimentar ou gástrico para a traqueia e pulmões. Portanto, o risco de broncoaspiração e complicações respiratórias é relevante.
D
Errada
Está errada porque dizer que o tratamento cirúrgico raramente necessita de retalho muscular contradiz o princípio clássico do manejo das fístulas adquiridas benignas. A interposição de tecido vascularizado é recurso frequente e importante para separar os planos e diminuir recorrência.
E
Certa
A alternativa E está correta porque lesões pós-intubação são causa típica de fístula traqueoesofágica adquirida benigna, e o reparo definitivo frequentemente exige correção dos defeitos traqueal e esofágico com separação dos planos e interposição de retalho muscular ou outro tecido vascularizado. Esse passo técnico protege as suturas adjacentes, evita nova aderência entre os órgãos e reduz o risco de recidiva da fístula.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: trocar o reparo definitivo por fechamento simples sem interposição e usar afirmações absolutas sobre stent em um cenário cujo manejo depende da anatomia e da etiologia.
Dica para questões semelhantes
  • Em fístula traqueoesofágica adquirida benigna, procure a alternativa que inclua separação traqueoesofágica e interposição de tecido vascularizado.
  • Se a opção minimizar broncoaspiração, descarte: a comunicação com a via aérea torna esse risco central.
  • Desconfie de termos como 'sempre' ou 'raramente' quando o tema envolve escolha entre stent e cirurgia conforme contexto anatômico e etiológico.

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