Paciente tratado com lobectomia para adenocarcinoma pT2aN1 h...

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Q3833846 Medicina
Paciente tratado com lobectomia para adenocarcinoma pT2aN1 há 1 ano, apresenta recidiva local na linha de grampeamento, sem metástases à distância. PET-CT sugere lesão limitada e função pulmonar é adequada.
Qual é a melhor conduta? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que a recidiva é locorregional isolada, sem metástases à distância, em paciente com função pulmonar adequada, o que mantém a possibilidade de tratamento local com intenção curativa e torna a cirurgia de resgate a melhor conduta.

Tema central: Recidiva local ressecável
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque quimioterapia sistêmica como primeira escolha não corresponde à hierarquia terapêutica deste caso. O enunciado descreve recidiva local isolada, sem metástases e em paciente com boa condição funcional, o que mantém possibilidade de controle curativo local. Tratar primeiro como doença sistêmica ignora a ressecabilidade potencial da recidiva.
B
Errada
Está errada por dois motivos médicos: radioterapia paliativa não é a melhor conduta em doença localizada potencialmente tratável de forma definitiva, e a afirmação de que recidivas locais não são tratáveis com intenção curativa é falsa. Neste cenário, existe alternativa local curativa, especialmente cirurgia de resgate se a lesão for ressecável.
C
Errada
Está errada porque observação por três meses posterga sem justificativa o tratamento de uma recidiva já caracterizada como local, limitada e sem metástases à distância. O critério decisivo aqui é que já há informação suficiente para encaminhar conduta com intenção curativa; esperar apenas aumenta atraso terapêutico em um caso potencialmente resgatável.
D
Errada
Está errada porque indicar imunoterapia imediatamente, independentemente de ressecabilidade, contraria o princípio central da questão. Em doença local isolada e potencialmente ressecável, a prioridade é tratamento local definitivo. Terapia sistêmica de resgate é mais apropriada quando a doença é irressecável, disseminada ou não passível de controle local curativo.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o cenário descrito é de doença localizada potencialmente ressecável, não de disseminação sistêmica. A ausência de metástases à distância, a lesão limitada no PET-CT e a boa reserva funcional pulmonar sustentam tratamento local com intenção curativa. Nesse contexto, a cirurgia de resgate tem precedência sobre estratégias paliativas ou sistêmicas, desde que a ressecabilidade técnica seja plausível, o que é exatamente o direcionamento dado pelo caso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre recidiva tumoral e doença automaticamente sistêmica/paliativa. O dado que muda tudo é que a recidiva é isolada, limitada no PET-CT e ocorre em paciente com função pulmonar adequada, mantendo possibilidade de cirurgia de resgate.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de escolher terapia sistêmica, defina o padrão de recorrência: local isolada e sem metástases mantém intenção curativa.
  • Em recidiva de câncer de pulmão, ressecabilidade oncológica e operabilidade funcional têm precedência na decisão.
  • Não trate como paliativo um caso com lesão limitada e sem disseminação se há possibilidade de controle local definitivo.

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