Um médico auditor é designado para auditar uma unidade cujo...

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Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: ISSEG Prova: FUNDATEC - 2026 - ISSEG - Medico Auditor |
Q3915899 Medicina
 Um médico auditor é designado para auditar uma unidade cujo gestor é filho do seu irmão. De acordo com o “Manual de Conduta Ética do Profissional da Auditoria do SUS” (2022), qual é a conduta correta? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pelo Manual de Conduta Ética do Profissional da Auditoria do SUS/MS (2022), vínculo familiar com o gestor da unidade auditada configura potencial impedimento por ameaça à objetividade e à independência do auditor; diante desse achado, a conduta correta é preencher a Declaração de Potenciais Impedimentos/Conflitos de Interesses, para ciência da chefia e definição da participação na auditoria.

Tema central: Conflito de interesses
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o critério do Manual não depende de influência direta comprovada. O vínculo familiar já caracteriza situação com potencial de afetar a objetividade e a independência, exigindo declaração formal. Presumir imparcialidade e executar a auditoria normalmente contraria o procedimento previsto.
B
Errada
Está errada porque a presença ou ausência de indícios de inconformidade não define o impedimento. O conflito ético surge antes da análise do mérito da auditoria, pelo vínculo familiar com quem exerce gestão na unidade auditada. Portanto, não se autoriza a atuação com base em ausência de suspeitas prévias.
C
Errada
Está errada porque delegar o caso sem informar a relação familiar elimina a transparência exigida pelo Manual. A norma prevê comunicação formal do potencial impedimento por meio da declaração própria, para ciência institucional e decisão regular da chefia sobre a composição da equipe.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o Manual de 2022 determina conduta formal específica quando houver situação capaz de comprometer ou aparentar comprometer a independência e a objetividade da auditoria. O Anexo C prevê o preenchimento da declaração própria em casos de vínculos pessoais ou familiares relacionados ao objeto auditado. Como o gestor da unidade auditada é parente do auditor, não cabe decisão subjetiva de seguir atuando; o dever técnico-institucional é declarar formalmente o potencial impedimento.
E
Errada
Está errada porque o Manual disciplina a conduta do auditor diante do potencial impedimento, e não o afastamento do gestor auditado. A providência correta recai sobre quem foi designado para auditar: declarar formalmente o conflito de interesses/potencial impedimento.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que o parentesco descrito seria distante demais para gerar impedimento e supor que só haveria problema se existisse influência concreta ou indício de irregularidade. Pelo Manual, o ponto decisivo é o vínculo familiar como ameaça potencial à independência, o que impõe declaração formal.
Dica para questões semelhantes
  • Em auditoria, vínculo familiar com gestor ou com o objeto auditado deve ser tratado como ameaça à objetividade e à independência, mesmo sem prova de interferência.
  • Quando a norma trouxer instrumento formal de declaração de impedimento ou conflito de interesses, essa é a conduta inicial correta, e não solução informal entre colegas.
  • Não use ausência de irregularidade prévia como critério para afastar conflito de interesses; o impedimento é definido pela relação que compromete a imparcialidade.
  • Se a questão mencionar o Manual do SUS/MS de 2022 e vínculo pessoal ou familiar, procure a resposta ligada ao Anexo C e à declaração formal do potencial impedimento.

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