Trata-se de uma situação em que a pressão arterial deve ser ...
firma de advocacia, sem antecedentes mórbidos, procurou
atendimento médico no pronto-socorro de um hospital de nível
secundário por apresentar, há 2 horas, intensa cefaleia occipital
associada a escotomas cintilantes, naúseas e vômitos. Seu exame
físico mostrou os seguintes dados: PA de 220 mmHg × 130 mmHg;
exame do aparelho cardiovascular sem alterações e exame
neurológico, incluindo a avaliação do fundo de olho, normais.
Considerando esse caso clínico, julgue os itens seguintes.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o manejo clínico da crise hipertensiva, fundamental para o médico clínico, especialmente no ambiente de pronto-socorro. O principal objetivo é identificar corretamente se o quadro da paciente requer redução imediata e agressiva da pressão arterial ou manejo gradual.
Justificativa da alternativa correta (C – certo):
Lindalva apresenta hipertensão severa aguda (PA: 220 x 130 mmHg) acompanhada de sintomas como cefaleia intensa, escotomas, náuseas e vômitos. Entretanto, não há sinais de lesão de órgãos-alvo aguda (LOA), visto que os exames cardiovascular, neurológico e do fundo de olho são normais.
Esse quadro caracteriza uma urgência hipertensiva. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, “nas urgências hipertensivas, a redução pressórica deve ser realizada de forma gradual, em até 24-48 horas, geralmente com fármacos orais.” (p. 96).
O tratamento visa evitar queda abrupta da pressão arterial, que pode comprometer a perfusão de órgãos vitais. Logo, a abordagem ideal é rebaixar a PA em um período de horas (não minutos), e acompanhar clinicamente para descartar o surgimento de lesão de órgãos-alvo.
Análise das alternativas:
- C (certo): Correta, pois se fundamenta em evidências e nas diretrizes, orientando redução gradual da pressão em “algumas horas”.
- E (errado): Incorreta, pois desconsidera o manejo correto da urgência hipertensiva, sugerindo conduta inadequada (como queda abrupta ou demora excessiva, ambas arriscadas).
Atenção à leitura do enunciado: A pegadinha comum é confundir sintomas de desconforto (cefaleia, vômitos) com emergência hipertensiva. Aqui, o elemento-chave é a ausência de LOA aguda nos exames físico e oftalmológico, definindo a conduta.
Obras de referência: Harrison’s Principles of Internal Medicine reafirma: “a redução progressiva da PA é mandatória em urgências, evitando riscos de hipoperfusão.”
Resumo prático: Identifique: PA muito elevada + sintomas leves/moderados e exame físico sem LOA = urgência hipertensiva → Reduzir a PA em horas (24-48h) com monitorização.
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