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Q1984543 Medicina
   Uma paciente de 26 anos de idade procurou o ambulatório queixando-se de disúria, polaciúria e urgência miccional havia três dias. Ela negava febre, calafrios, lombalgia e gestação. Ela relatou três episódios semelhantes nesse ano. O exame físico não revelou anormalidades significativas. O exame de urina demonstrou leucocitúria significativa, hematúria discreta e nitrito positivo. A urocultura revelou Proteus sp > 105 unidade formadora de colônias.
Para a avaliação dessa paciente, após o tratamento do quadro agudo, o exame complementar mais recomendado seria
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Tema central: O caso trata de infecção urinária recorrente em paciente jovem e do exame complementar mais indicado para investigação após o episódio agudo, especialmente diante do isolamento de Proteus sp — uma bactéria altamente associada à formação de cálculos urinários (urolitíase).

Justificativa: Alternativa C – Tomografia computadorizada sem contraste

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a investigação de anomalias anatômicas ou presença de cálculos é obrigatória em casos de infecção urinária de repetição (três ou mais episódios/ano), principalmente quando causada por Proteus, devido à ação urease, que favorece a formação de cálculos de estruvita.

A TC sem contraste é o exame de escolha pois detecta cálculos de qualquer composição e identifica alterações anatômicas com alta sensibilidade. Como citado no Manual MSD e referenciado em publicações científicas, “A TC é o exame mais preciso para detectar e localizar cálculos urinários”.

Estratégia de prova: O enunciado destaca a positividade para Proteus e recorrência dos episódios — dois indicadores clássicos para pedir exames de imagem específicos para cálculos renais. Não se deixe enganar por exames menos sensíveis ou específicos para este contexto.

Análise das alternativas incorretas:

A) Ultrassonografia de rins e vias urinárias: Embora amplamente disponível e livre de radiação, sua sensibilidade para cálculos pequenos ou ureterais é limitada; além disso, não esclarece alterações mais sutis do trato urinário.

B) Renografia isotópica: Avalia função renal, não sendo útil para detecção estrutural de cálculos ou malformações em casos de ITU recorrente.

D) Pielografia intravenosa: Exame clássico porém superado pela TC quanto à acurácia e segurança. Exige contraste iodado, com riscos desnecessários, e sensibilidade inferior frente à TC.

E) Radiografia de abdome: Baixa sensibilidade para cálculos não radiopacos; não avalia partes moles nem possíveis malformações urinárias.

Referências e normativas: Segundo o manual da SBU (2021) e UpToDate, todo paciente com ITU de repetição, especialmente com germes produtores de urease, deve ser avaliado com exames de imagem de alta sensibilidade para cálculos, preferencialmente TC sem contraste (SBU, Infecções do Trato Urinário, cap. 6, 2021).

Resumo prático: Em paciente jovem com ITU recorrente por Proteus: sempre pense em investigação estruturada para cálculos, escolhendo exames mais sensíveis e específicos para o caso clínico apresentado.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C - tomografia computadorizada sem contraste. A paciente apresenta sintomas de infecção urinária recorrente e a presença de Proteus sp na urocultura sugere a possibilidade de um cálculo renal ou ureteral como causa subjacente. A tomografia computadorizada sem contraste é a opção mais indicada para avaliar a anatomia do trato urinário superior e identificar a presença de cálculos renais ou ureterais. A ultrassonografia de rins e vias urinárias e a radiografia de abdome não são tão sensíveis quanto a tomografia para visualizar cálculos pequenos e não fornecem detalhes anatômicos tão precisos. A renografia isotópica e a pielografia intravenosa são exames invasivos e não são indicados como exames complementares de rotina para pacientes com infecção urinária recorrente.

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