De acordo com Dalgalarrondo (2018), “o debate sobre normalid...
I. Em geral, os critérios que definem o normal e patológico em psicopatologia são bem específicos e delimitados, norteadores e congruentes, correspondendo às funções, os fenômenos preestabelecidos trabalhados e seguindo uma diretriz mais estabilizada, diretiva e eficaz.
II. Normalidade vista como ausência de doença estabelece o critério de saúde como ausência de sintomas ou sinais adoecedores. Tal critério é considerado bastante completo, uma vez que se baseia em uma definição mais objetiva e positiva da normalidade do ponto de vista psicopatológico.
III. Em determinados casos, a utilização associada de vários critérios estabelecidos entre normal e patológico, dependendo do objetivo desejado, pode trazer resultados positivos para um tratamento, considerando ser uma área da psicopatologia que exija uma postura crítica permanente e reflexiva dos profissionais.
IV. Podem ser considerados como fatores neutros, internos e individuais aos interesses e preocupações das pessoas o comportamento e o estado mental; trazendo, muitas vezes, a indiferença perante os demais, ao classificar o comportamento, o sentimento e determinado estado mental desse indivíduo não afeta diretamente em sua vida.
V. Alteração do comportamento e alteração mental com identidade acentuada e de duração longa, que traz sofrimento profundo e disfunções sérias no dia a dia como psicoses graves, deficiência intelectual aprofundada ou demências mais avançadas, são considerados casos extremos e esse delineamento entre normal e patológico não é visto como algo tão problemático.
Está correto o que se afirma apenas em
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: A questão exigia confrontar as assertivas com a ideia de Dalgalarrondo de que os critérios de normalidade e patologia em psicopatologia são múltiplos, não plenamente delimitados nem neutros, e que, em casos extremos, a distinção tende a ser menos problemática. Essa comparação invalida I, II e IV e confirma III e V, fechando a alternativa B.
- Se o autor destaca debate vivo, valores e implicações sociais, descarte formulações que falem em critérios gerais totalmente estáveis, neutros e fechados.
- Diferencie 'um critério utilizável' de 'critério completo e suficiente'; ausência de doença não equivale, por si só, a definição positiva de normalidade.
- Quando a questão mencionar casos extremos com sofrimento intenso e disfunção grave, a tendência é reconhecer que a distinção entre normal e patológico fica menos problemática, não universalmente simples.
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