As interposições de recurso extraordinário (RE) e de recurso...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2025 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2025 - UERJ - Procurador |
Q3364469 Direito Constitucional
As interposições de recurso extraordinário (RE) e de recurso especial (REsp), no contexto do controle de constitucionalidade, respectivamente, são cabíveis:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: A Constituição Federal, art. 102, III, a, prevê RE quando a decisão recorrida “a) contrariar dispositivo desta Constituição;”, enquanto o art. 105, III, a, prevê REsp quando ela “a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;”. No controle concentrado estadual, porém, o STF reconheceu o descabimento de REsp em representação estadual de inconstitucionalidade (RE 599.633 AgR-AgR). Assim, mantém-se D como gabarito oficial, sem validação integral de sua segunda parte.

Tema central: RE e REsp no controle
Análise das alternativas
A
Errada
A primeira parte é compatível com a função constitucional do RE. O erro está em restringir o REsp a desrespeitos formais ao processo legislativo: o art. 105, III, a, da Constituição Federal refere-se à contrariedade a tratado ou lei federal, ou à negativa de sua vigência, sem essa restrição. A alternativa também confunde o processo legislativo de formação da norma com o procedimento judicial da ação de controle.
B
Errada
O RE é instrumento recursal, não ação direta autônoma de controle de constitucionalidade. Um conflito interpretativo genérico entre normas estaduais e federais não basta: é necessário enquadramento em hipótese constitucional de cabimento. Além disso, o art. 105, III, a, não limita o REsp à inobservância da Lei nº 9.868/1999, e sua invocação não afasta o precedente contrário ao recurso em representação estadual de inconstitucionalidade.
C
Errada
A simples divergência entre a decisão do TJ e a interpretação do STF não basta para admitir RE em controle abstrato estadual. O entendimento indicado na base admite essa via quando o parâmetro estadual corresponde a norma constitucional federal de reprodução obrigatória. A segunda parte também erra ao restringir o REsp à Lei nº 9.868/1999 e ao pressupor seu cabimento nessa modalidade de controle, contrariando o óbice reconhecido no RE 599.633 AgR-AgR.
D
Certa
D é a resposta oficial, com ressalva jurídica substancial. Sua primeira parte encontra fundamento no art. 102, III, a e c, da Constituição Federal, que ampara o RE diante de contrariedade direta à Constituição e de decisão que julgue válida legislação local contestada perante ela. A segunda parte procura associar questões procedimentais federais à competência do STJ prevista no art. 105, III, a. Entretanto, esse permissivo geral não demonstra o cabimento de REsp no controle concentrado estadual. No RE 599.633 AgR-AgR, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 02/04/2013, o STF afirmou seu descabimento em representação estadual de inconstitucionalidade, considerando a natureza objetiva e o regime processual próprio desse controle. Assim, mantém-se D como gabarito informado, sem afirmar que sua segunda parte esteja juridicamente respaldada pela base.
Pegadinha da questão
Confundir processo legislativo com procedimento judicial e transformar a competência geral do STJ para examinar violação de lei federal em autorização automática para REsp no controle concentrado estadual.
Dica para questões semelhantes
  • Diferencie a ofensa direta à Constituição Federal da contrariedade a tratado ou lei federal, confrontando cada uma com o permissivo recursal correspondente.
  • Em controle abstrato estadual, verifique o regime recursal específico: a alegação de violação de norma federal procedimental não torna o REsp automaticamente admissível.
  • Para RE em controle abstrato estadual, não trate qualquer divergência com o STF como suficiente; examine a presença de norma constitucional federal de reprodução obrigatória.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A diferença fundamental entre os recursos especial e extraordinário está na finalidade. Enquanto o recurso especial (no STJ) objetiva dar uniformidade à interpretação da legislação federal, o recurso extraordinário (no STF) visa uniformizar a interpretação dada à Constituição Federal.

https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/recurso-especial-x-recurso-extraordinario

STJ: III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:

a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;

a) apenas para sanar desrespeitos formais ao processo legislativo - REsp não cabe apenas para isso, mas par

b) apenas quando a Lei nº 9.868/1999 for inobservada no controle concentrado estadual  - REsp não cabe apenas para isso

c) apenas para interpretar a conformidade com a Lei nº 9.868/1999  - REsp não cabe apenas para isso, e se violar o CPC no que diz respeito ao procedimento? Pelo que está expresso na questão, não caberia

d) para questionar a conformidade procedimental em ações de controle concentrado estadual de constitucionalidade - De fato, REsp cabe quando se visa questionar a conformidade procedimental (procedimento da Representação de Inconstitucionalidade = conforme deamanda a lei 9.868 - STJ verifica se há a compatibilidade ou se está havendo violação da lei federal).

Uso do apenas prejudicou as primeiras três alternativas (no que diz respeito ao REsp)

Na minha visão a C não está errada.

Art. 102, III da CF.

Muitas informações que deveriam ter sido dito na questão.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo