O sistema cardiovascular no neonato e no lactente apresenta ...

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Q3833508 Medicina
O sistema cardiovascular no neonato e no lactente apresenta características de desenvolvimento distintas que influenciam a resposta fisiológica e farmacológica sob anestesia. A frequência cardíaca (FC) é um parâmetro vital de monitorização, e sua variação é determinada pela progressão da maturação do sistema nervoso autônomo. O conhecimento sobre o controle autonômico cardíaco é fundamental para o anestesiologista pediátrico. 
Qual é o padrão de controle autonômico da FC que predomina no neonato e quais são as implicações clínicas disso em comparação com o padrão do adulto? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão cobra a fisiologia cardiovascular neonatal: no neonato há importante influência vagal/parassimpática na modulação da frequência cardíaca, com maior suscetibilidade à bradicardia reflexa, e o débito cardíaco depende mais da FC do que no adulto por menor complacência ventricular e menor reserva contrátil; por isso, a alternativa B é a correta.

Tema central: Controle autonômico neonatal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui predomínio simpático inicial, o que contraria a fisiologia neonatal usada na questão. No cenário anestésico pediátrico, o traço clínico relevante não é resposta exagerada da FC ao estresse, mas sim predisposição à bradicardia vagal.
B
Certa
A alternativa B acerta o núcleo fisiológico cobrado: no neonato, a influência vagal/parassimpática sobre a frequência cardíaca é clinicamente marcante, o que explica a suscetibilidade à bradicardia diante de estímulos vagais, hipóxia e manipulação de via aérea. Além disso, o coração neonatal tem menor capacidade de aumentar volume sistólico por menor complacência e menor reserva contrátil, de modo que o débito cardíaco depende mais da frequência cardíaca do que no adulto. Por isso, quedas da FC são pior toleradas hemodinamicamente nesse grupo.
C
Errada
Está errada porque supõe desenvolvimento funcional equivalente entre simpático e parassimpático ao nascimento e, com isso, nega a peculiaridade clínica central do neonato: a suscetibilidade à bradicardia reflexa. A mera existência anatômica de ambos os sistemas não implica equilíbrio funcional no contexto cobrado.
D
Errada
Está errada porque usa a FC de repouso mais alta do neonato para concluir predomínio simpático, inferência que a base rejeita. A questão não pede explicação da FC basal, e sim o padrão autonômico clinicamente relevante sob anestesia, no qual a influência vagal e a tendência à bradicardia são decisivas.
E
Errada
Está errada por ser fisiologicamente falsa: o sistema parassimpático não está ausente ao nascimento. Ao contrário, sua influência é relevante desde o período neonatal e explica a bradicardia reflexa observada nesse grupo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre FC basal mais alta do neonato e suposto predomínio simpático; essa associação é incorreta para o ponto cobrado, porque o dado clinicamente decisivo é a forte influência vagal com tendência à bradicardia e grande impacto hemodinâmico.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão envolver neonato/lactente em anestesia, pense primeiro em bradicardia vagal como resposta clinicamente relevante.
  • Não use FC basal mais alta como prova automática de predomínio simpático no neonato.
  • Relacione a hemodinâmica neonatal à maior dependência do débito cardíaco em relação à frequência cardíaca, pela menor capacidade de aumentar volume sistólico.
  • Quando comparado ao adulto, o neonato tolera pior a bradicardia porque tem menor flexibilidade para compensar com contratilidade e volume sistólico.

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