Sobre as relações útero-fetais durante a gravidez, é corret...
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Comentário sobre as Relações Útero-Fetais na Gravidez
O tema central dessa questão são as estruturas maternas e fetais que interagem na formação e funcionamento da placenta. O entendimento da decidualização do endométrio e a formação da decídua basal, em conjunto com o desenvolvimento das vilosidades coriônicas, é essencial para compreender o papel da placenta como órgão de interface materno-fetal.
Justificativa da Alternativa Correta (E):
A alternativa E está correta ao afirmar que o endométrio materno sofre decidualização formando a decídua basal, que se funde com as vilosidades coriônicas fetais. Segundo Moore & Persaud, Embriologia Clínica (10ª ed, p. 108): “A placenta humana é formada pelo córion fetal e pela decídua basal materna”, sendo essa fusão o ponto-chave da interface materno-fetal. É justamente nesta zona acentuada de contato que ocorrem as trocas metabólicas fundamentais para o desenvolvimento fetal.
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Incorrreta: O sinciciotrofoblasto é sim a camada externa do trofoblasto, mas a troca efetiva de nutrientes, gases e resíduos ocorre no conjunto total das vilosidades coriônicas (estruturas mais internas), e não apenas na camada mais externa.
B) Errada: As vilosidades coriônicas não são responsáveis pela adesão inicial do blastocisto, e sim pelo contato e trocas futuras. A adesão e a penetração do blastocisto à parede uterina vêm antes, principalmente pelo trofoblasto.
C) Falsa: A placenta não é “exclusivamente fetal”— ela deriva de componentes fetais e maternos (decídua basal).
D) Imprecisa: O miométrio realmente se hipertrofia e hiperplasia durante a gestação, mas não permite o crescimento do feto no sentido de trocas vasculares. O principal órgão para isso é a placenta.
Pontos de atenção e dicas:
- Atenção às funções de cada camada: trofoblasto, decídua e vilosidades.
- Palavras como “exclusivo/exclusivamente” costumam indicar alternativas erradas em provas, pois a realidade biológica é, em geral, compartilhada.
- Relacione sempre o conhecimento embriológico à prática clínica: saber como se forma a interface materno-fetal ajuda a entender complicações gestacionais (ex: pré-eclâmpsia).
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