Se a intenção for manter ...

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Q3792500 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Por que nossas fotos da Lua geralmente ficam horríveis



Quando a superlua aparece no céu, o espetáculo é impressionante a olho nu, mas as fotos feitas com o celular costumam sair borradas. Isso não ocorre por falta de habilidade, e sim por limitações técnicas do aparelho, embora algumas orientações possam melhorar o resultado.


O principal problema é a superexposição à luz. Como a Lua aparece pequena em um fundo escuro, o celular interpreta a cena como noturna, mas a parte fotografada está iluminada pelo Sol. O resultado é um borrão claro e sem detalhes. Uma solução é fotografar logo após o crepúsculo, quando há menos contraste entre a Lua e o céu.


É possível também ajustar manualmente a exposição por meio de aplicativos ou do modo profissional do celular, controlando o ISO e a velocidade do obturador. Testar diferentes configurações ajuda a encontrar o melhor equilíbrio.


Outro fator é que, embora a Lua pareça grande a olho nu, ela ocupa um espaço mínimo no campo de visão das câmeras do celular. Isso é reforçado pela "ilusão lunar", que faz a Lua parecer maior quando está próxima ao horizonte. Por isso, na foto, ela aparece muito pequena.


O uso do zoom nem sempre resolve, pois a maioria dos celulares utiliza zoom digital, que apenas recorta a imagem e reduz a qualidade. Alguns modelos possuem zoom óptico mais eficiente. Também é possível acoplar o celular a um telescópio, mesmo simples, para revelar mais detalhes. Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.


Mesmo sem ampliar a Lua, ainda é possível apostar na criatividade, enquadrando-a com elementos em primeiro plano. Especialistas lembram que fotografar apenas a Lua é comum, mas composições criativas dão mais identidade à imagem.


Por fim, alguns celulares usam inteligência artificial para melhorar as fotos, o que cria expectativas irreais. Se a intenção for manter a autenticidade, explore outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea, auroras ou cometas, que se adaptam melhor às características das câmeras de smartphone.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cde6dpj1686o.adaptado.

Se a intenção for manter a autenticidade, "explore" outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea.
Considerando a interação entre o período condicional e o uso pragmático do verbo destacado, é correto afirmar que a forma verbal "explore" configura-se como
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A regra decisiva, aqui de gramática normativa e não de conteúdo jurídico, é que nas formas de tratamento correspondentes a você/vocês o imperativo afirmativo coincide morfologicamente com o presente do subjuntivo. No enunciado, a forma “explore” aparece em “explore outros alvos do céu noturno” com valor de orientação dirigida ao interlocutor, enquanto a oração “Se a intenção for manter a autenticidade” apenas estabelece a condição em que essa orientação se aplica; por isso, a classificação correta é imperativo de valor diretivo, como afirma a alternativa D.

Tema central: Modo verbal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque confunde coincidência formal com classificação funcional. A presença da condição inicial não transforma “explore” em subjuntivo da oração principal. No contexto, o verbo não retoma cenário hipotético para exprimir eventualidade; ele orienta a conduta do interlocutor.
B
Errada
Está errada por dois motivos objetivos: a base afirma que não existe, nos termos da questão, “modo condicional” autônomo aplicável, e “explore” não exprime consequência hipotética, mas recomendação. O “se” introduz apenas a circunstância em que a orientação vale.
C
Errada
Está errada porque o indicativo se vincula à enunciação de fato ou expectativa objetiva, e não é isso que ocorre. A forma verbal não descreve acontecimento nem previsão objetiva de realização; o enunciado tem sentido injuntivo, isto é, diretivo.
D
Certa
A alternativa D acerta porque distingue duas coisas que a questão exigia separar: a forma morfológica e a função exercida no enunciado. “Explore” tem forma coincidente com o presente do subjuntivo, mas, no contexto, não expressa hipótese nem fato; funciona como comando, conselho ou recomendação ao leitor. Esse valor pragmático diretivo é próprio do imperativo afirmativo na construção apresentada.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre a forma verbal coincidente com o presente do subjuntivo e o seu emprego efetivo no contexto, além da falsa ideia de que a presença de “se” obrigaria a classificar o verbo principal como subjuntivo ou “condicional”.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre forma morfológica de valor de uso no enunciado.
  • Se o verbo orienta diretamente o interlocutor, há forte indicativo de emprego imperativo, mesmo com forma idêntica à do subjuntivo.
  • A oração iniciada por “se” pode apenas delimitar a condição da recomendação, sem alterar o modo da oração principal.
  • Desconfie de alternativa que use “modo condicional” como categoria autônoma nessa classificação escolar.

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Comentários

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A letra D está dando uma ordem

nesse caso o verbo está no modo imperativo.

- Indicativo → expressa certeza

- Subjuntivo → expressa dúvida ou possibilidade

- Imperativo → expressa ordem, pedido ou conselho

Gabarito letra D

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