Gestações de alto risco incluem aquelas em que existe um pos...
I - A pré-eclâmpsia (com ou sem eclâmpsia) surge após a 20ª semana de gestação, embora ela ocorra após a 34ª semana de gestação na maioria dos casos. Alguns casos surgem após o parto, com mais frequência nos primeiros quatro dias, mas às vezes, até seis semanas após o parto. A pré-eclâmpsia ocorre em aproximadamente 5% e a eclâmpsia ocorre em menos de 2% dos partos em todo o mundo.
II - Uma variante da pré-eclâmpsia denominada síndrome HELLP surge em menos de 1% das gestações. Mulheres com a síndrome de HELLP apresentam hemólise (fragmentação dos glóbulos vermelhos), resultados elevados de provas hepáticas e baixa contagem de plaquetas. A maioria das gestantes com a síndrome HELLP tem hipertensão arterial e proteína na urina, mas algumas não têm nem uma nem outra.
III - O parto (Cesariana) é o melhor tratamento para a pré-eclâmpsia, mas o médico precisa ponderar a gravidade da pré-eclâmpsia e o bem-estar da mãe e do feto (por exemplo, determinar se o feto está crescendo normalmente ou está em sofrimento) em comparação com o risco que um parto prematuro traz ao feto.
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: Os três itens estão compatíveis com o conhecimento obstétrico consolidado sobre pré-eclâmpsia e síndrome HELLP: o item I acerta a temporalidade da pré-eclâmpsia, inclusive a possibilidade de apresentação no puerpério; o item II descreve corretamente a tríade da HELLP e admite que ela pode ocorrer sem hipertensão/proteinúria evidentes; e o item III expressa o princípio de que a resolução da gestação é o tratamento definitivo da pré-eclâmpsia, com decisão individualizada conforme gravidade materna e condição fetal. Essa combinação sustenta o gabarito D.
- Em pré-eclâmpsia, fixe o critério temporal: após 20 semanas e também possível no puerpério.
- Na HELLP, procure a tríade laboratorial: hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia; hipertensão e proteinúria podem não estar evidentes.
- Quando a questão perguntar tratamento definitivo da pré-eclâmpsia, pense em resolução da gestação; a via de parto é outra decisão.
- Não use percentuais epidemiológicos aproximados para invalidar item conceitualmente correto quando o núcleo diagnóstico e de conduta está certo.
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