A glicemia plasmática de jejum e a hemoglobina glicada (HbA1...

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Q1992947 Medicina
A glicemia plasmática de jejum e a hemoglobina glicada (HbA1c), são testes laboratoriais utilizados para o diagnóstico do diabetes mellitus. Ambos apresentam limitações metodológicas. Dentre as condições clínicas que determinam inconsistências na determinação da hemoglobina glicada, analise as opções a seguir:

I. Hemoglobinopatias
II. Uso de antiretrovirais
III. Deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase

Está correto o que se afirme em
Alternativas

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Tema central: A questão aborda as limitações da hemoglobina glicada (HbA1c) no diagnóstico do diabetes mellitus, associando condições clínicas que podem causar inconsistências em seu resultado. O entendimento dessas limitações é essencial para atuação segura na saúde pública.

Justificativa para a alternativa correta (E):

A HbA1c mede a exposição média da hemoglobina à glicose nos últimos 2-3 meses, sendo fundamental no diagnóstico e acompanhamento do diabetes. No entanto, sua precisão depende da estabilidade e vida média das hemácias. Alterações nesses fatores, comuns em algumas doenças e tratamentos, distorcem o resultado.

  • Hemoglobinopatias (I): Doenças como anemia falciforme e talassemias modificam a estrutura da hemoglobina. Isso interfere em alguns métodos laboratoriais, podendo levar a falsos resultados de HbA1c.
  • Uso de antirretrovirais (II): Medicamentos usados no HIV, como inibidores da transcriptase reversa e protease, podem causar hemólise ou renovação acelerada das hemácias, reduzindo o tempo de exposição da hemoglobina ao açúcar e distorcendo a HbA1c medida.
  • Deficiência de G6PD (III): Essa alteração enzimática favorece a hemólise (quebra precoce das hemácias). Com menos tempo de exposição à glicose, a HbA1c será falsamente baixa, mesmo que a glicemia esteja elevada.

Fundamentação nas diretrizes: O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Diabetes Mellitus tipo II do Ministério da Saúde (Quadro 3, pág. 46) elenca exatamente essas situações entre as causas de distorção da HbA1c.

Alternativas incorretas: As que não incluem todas as opções (como A, B, C ou D) eliminam situações que comprovadamente alteram a confiabilidade da HbA1c. A única opção correta é a E (I, II e III).

Dica para prova: Fique atento quando a questão mencionar condições que alteram a vida útil das hemácias ou a estrutura da hemoglobina. Elas quase sempre comprometem a precisão da HbA1c!

Portanto, a alternativa E) é a correta. Segundo o PCDT: “Hemoglobinopatias, uso de antirretrovirais e deficiência de G6PD estão entre as situações que podem alterar a correspondência entre HbA1c e o real valor de glicemia”.

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A resposta correta para a questão é a alternativa E, que inclui todas as opções de condições clínicas que podem causar inconsistências na determinação da hemoglobina glicada (HbA1c): hemoglobinopatias, uso de antiretrovirais e deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase. As hemoglobinopatias, como a anemia falciforme, podem alterar a estrutura da hemoglobina e interferir na medição da HbA1c. Alguns antiretrovirais também podem afetar a produção de hemoglobina e levar a resultados imprecisos da HbA1c. E a deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase é uma condição genética que pode interferir no metabolismo da glicose e afetar a medição da HbA1c. É importante lembrar que, apesar das limitações metodológicas, a glicemia plasmática de jejum e a HbA1c são importantes testes laboratoriais para o diagnóstico e monitoramento do diabetes mellitus.

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