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Q3368260 Medicina
Os sinais clínicos: petéquias, equimoses e hipertrofia de gengiva possibilitam a realização da hipótese diagnóstica de:
Alternativas

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Tema central: deficiência de vitamina C (escorbuto) e suas manifestações hemorrágicas e orais. A tríade citada — petéquias, equimoses e hipertrofia gengival — é clássica do escorbuto.

Por que a alternativa C (Escorbuto) é a correta? A vitamina C é cofator das enzimas prolil e lisil-hidroxilase na síntese do colágeno. Sua carência leva a fragilidade capilar e do tecido conjuntivo, explicando as hemorragias cutâneas (petéquias, equimoses) e a hipertrofia/hemorragia gengival. Outros achados compatíveis: perifollicular hemorrhage, corkscrew hairs (pelos em saca-rolhas), dor óssea, má cicatrização e anemia. O padrão descrito casa diretamente com escorbuto. (Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate, “Clinical manifestations and diagnosis of scurvy”).

Diagnóstico na prática: - Predominantemente clínico pela constelação de sinais e dieta pobre em frutas/verduras (idosos, alcoolismo, restrições alimentares, institucionalizados).
- Exames: ácido ascórbico plasmático baixo (< 11 µmol/L) confirma; hemograma pode mostrar anemia; plaquetas e coagulograma geralmente normais (diferencia de trombocitopenia).
- Em crianças, radiografias podem mostrar hemorragia subperiosteal e linhas de Frankel. (UpToDate; OMS – Vitamin and Mineral Requirements in Human Nutrition).

Conduta/Tratamento: Reposição de ácido ascórbico 100–500 mg/dia por 1–4 semanas, com melhora de sintomas em 24–48 h e resolução em 1–2 semanas; orientar dieta rica em cítricos, frutas e hortaliças; tratar anemia associada. (Harrison; UpToDate).

Análise das alternativas incorretas:

A – Beribéri (deficiência de tiamina/B1): cursa com neuropatia periférica (beribéri seco), e insuficiência cardíaca de alto débito/edema (beribéri úmido) ou encefalopatia de Wernicke. Não causa hipertrofia gengival nem púrpura típica.

B – Pelagra (deficiência de niacina/B3): “3 Ds” — dermatite fotossensível (colar de Casal), diarreia e demência; pode haver glossite/estomatite, mas não petéquias com hipertrofia gengival.

D – Acrodermatite enteropática (deficiência de zinco): dermatite periorificial e acral, alopecia, diarreia, infecções recorrentes e atraso de cicatrização. Petéquias e hipertrofia gengival não são características centrais.

Estrategia de prova: ao ver petequias + equimoses + gengivite/hipertrofia gengival, pense em escorbuto. Diferencie de trombocitopenia pelo coagulograma/plaquetas geralmente normais e do pelagra pela dermatite fotossensível. Sempre relacione à dieta pobre em frutas/verduras.

Conclusão: As manifestações hemorrágicas cutâneas associadas à hipertrofia gengival refletem a falha de síntese de colágeno por deficiência de vitamina C — quadro típico de escorbuto.

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