A endoscopia digestiva alta é o melhor exame pré-operatório...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 004 |
Q1685624 Medicina
Um paciente branco de 55 anos de idade, obeso, tabagista e em uso de inibidor da bomba de prótons de maneira irregular por doença do refluxo gastroesofágico, compareceu ao atendimento por disfagia, dor abdominal e emagrecimento de 10 kg, mesmo sem alterações de hábitos de vida.


Acerca desse caso clínico e do câncer gástrico, julgue os itens a seguir. 
A endoscopia digestiva alta é o melhor exame pré-operatório para avaliar a penetração tumoral na parede do órgão.
Alternativas

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Tema central: O foco da questão está na avaliação pré-operatória do câncer gástrico, especificamente quanto ao método mais eficaz para determinar a profundidade da invasão tumoral na parede do estômago.

Justificativa para a alternativa “E” (Errado): A endoscopia digestiva alta (EDA) é fundamental para diagnóstico e biópsia de lesões gástricas, mas não é o melhor exame para avaliar o grau de penetração do tumor nas camadas da parede gástrica. Segundo as diretrizes da Associação Brasileira de Câncer Gástrico (ABCG), a ultrassonografia endoscópica (EUS) é o método mais preciso para estadiamento local, pois permite enxergar todas as camadas da parede e avaliar a profundidade da invasão e envolvimento de linfonodos.

As evidências mostram que a EDA, apesar de sua utilidade diagnóstica, não é sensível para diferenciar o nível de invasão tumoral, fator decisivo para escolha terapêutica, conforme reforçado em literatura médica: “A ultrassonografia endoscópica é indicada para avaliação da profundidade tumoral (T) e linfonodal (N) em câncer gástrico.” (Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed., Capítulo 343)

Análise crítica das alternativas:

  • Alternativa correta (“E”): Está correta pois a EDA não avalia adequadamente o comprometimento da parede. Evite confundir os papéis dos exames: diagnóstico com EDA, estadiamento com EUS ou outros métodos de imagem.
  • Alternativa incorreta (“Certo”): Seria um erro comum considerar a EDA como suficiente, pois nas provas há frequentemente essa pegadinha pela associação entre o exame e o câncer gástrico. Fique atento ao termo “melhor exame”!

Estratégia de leitura para concursos: Sempre identifique, em questões sobre neoplasias gastrointestinais, se o enunciado está pedindo sobre diagnóstico (EDA e biópsia) ou estadiamento (EUS, TC, RM). “Melhor exame” geralmente remete ao método mais sensível e específico para o objetivo solicitado.

Resumo normativo: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde reforça: “A ultrassonografia endoscópica é o exame de escolha para definição da profundidade de invasão tumoral e avaliação linfonodal regional.”

Mensagem final: Lembre-se: na maioria das questões de câncer gástrico, a EDA é para detecção, a EUS é para estadiamento local. Atenção à semântica da questão!

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Comentários

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A resposta correta é que a afirmação está errada. A endoscopia digestiva alta é realmente um exame crucial para o diagnóstico de câncer gástrico, pois permite a visualização direta do órgão e a obtenção de biópsias. No entanto, para avaliar a penetração tumoral na parede do órgão, o exame pré-operatório mais indicado é a tomografia computadorizada (TC) do abdômen ou a ressonância magnética. Esses exames de imagem permitem uma avaliação mais detalhada da extensão e profundidade do tumor, o que é essencial para o planejamento do tratamento e a determinação do prognóstico. Logo, a endoscopia digestiva alta não é o melhor exame pré-operatório para avaliar a penetração tumoral na parede do órgão.

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