A resposta sexual é modulada por vias neuronais excitatórias...

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Q3060135 Medicina
A resposta sexual é modulada por vias neuronais excitatórias e inibitórias mediadas por neurotransmissores específicos. Assinale a alternativa que apresenta um neurotransmissor da via inibitória da resposta sexual humana. 
Alternativas

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Tema central: a resposta sexual humana é regulada pelo “modelo do duplo controle” (excitação vs. inibição). Neurotransmissores/neuromoduladores formam dois polos: excitatorios (p. ex., dopamina, noradrenalina, ocitocina, melanocortinas) e inibitórios (p. ex., prolactina, serotonina, opioides endógenos).

Alternativa correta: C – Prolactina

A prolactina atua como mediador inibitório da resposta sexual. Após o orgasmo, seus níveis aumentam e estão associados ao período refratário e à queda do desejo. A hiperprolactinemia reduz a libido e pode causar disfunção erétil/anorgasmia ao inibir GnRH e reduzir esteroides sexuais, além de exercer efeito central inibitório. Evidências clínicas: antagonismo dopaminérgico (antipsicóticos) → ↑ prolactina → piora da função sexual; agonistas dopaminérgicos ou correção da hiperprolactinemia → melhora do desejo. Fontes: UpToDate (Neurobiology of sexual function; Female sexual dysfunction), Bancroft & Janssen (Dual Control Model), posicionamentos da ISSM.

Pegadinha de prova: embora a prolactina seja um hormônio, as bancas a incluem como neuromodulador inibitório da via sexual. Memorize o agrupamento: Prolactina/Serotonina → inibição versus Dopamina/Noradrenalina/Ocitocina/Melanocortina → excitação.

Análise das alternativas incorretas

A – Dopamina: excitadora. Facilita desejo e excitação. Bloqueio dopaminérgico (antipsicóticos) causa disfunção sexual e ↑ prolactina. Agonistas dopaminérgicos tendem a melhorar libido. Não é via inibitória.

B – Noradrenalina: predominantemente facilitadora (arousal/atenção simpática) e favorece orgasmo. Drogas com ação noradrenérgica (ex.: bupropiona) costumam não piorar a função sexual; a inibição é mais ligada à serotonina. Não compõe a via inibitória clássica.

D – Ocitocina: pro-sexual, liberada durante estímulo sexual e orgasmo; aumenta vínculo, contrações genitais e prazer. Não é inibitória.

E – Melanocortina: excitadora. Agonistas MC4R (ex.: bremelanotida) aumentam desejo sexual, aprovados para transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres. Logo, não inibitória.

Estrategia para a prova: associe “prolactina/serotonina = freio” e “dopamina/noradrenalina/ocitocina/melanocortina = acelerador”. Use casos clínicos: hiperprolactinemia → queda de libido confirma a lógica inibitória.

Referências: UpToDate – Overview of female sexual dysfunction; Neurobiology of sexual function and dysfunction. ISSM Guidelines/Statements sobre neurobiologia da função sexual. Bancroft J., Janssen E. – Dual Control Model.

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