A neoplasia correspondente aos sinais e sintomas, além da e...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 004 |
Q1685622 Medicina
Um paciente branco de 55 anos de idade, obeso, tabagista e em uso de inibidor da bomba de prótons de maneira irregular por doença do refluxo gastroesofágico, compareceu ao atendimento por disfagia, dor abdominal e emagrecimento de 10 kg, mesmo sem alterações de hábitos de vida.


Acerca desse caso clínico e do câncer gástrico, julgue os itens a seguir. 
A neoplasia correspondente aos sinais e sintomas, além da epidemiologia, é de um câncer escamoso de esôfago.
Alternativas

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Gabarito: E (errado)

Tema central: O caso aborda neoplasias do trato digestivo alto, principalmente câncer gástrico e carcinoma escamoso (espinocelular) de esôfago, com o foco em fatores de risco e manifestações clínicas diferenciais.

Justificativa – Por que a alternativa está ERRADA:

O enunciado sugere que os sintomas e epidemiologia indicam carcinoma escamoso de esôfago, mas a caracterização clínica é mais compatível com câncer gástrico. O paciente apresenta disfagia, dor abdominal e perda ponderal, além de ser masculino, com 55 anos e tabagista, fatores clássicos para ambas as neoplasias. Entretanto, a dor abdominal e o emagrecimento significativo, principalmente sem alteração dos hábitos de vida, são marcadamente sugestivos do tumor gástrico.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde:
“Os fatores de risco conhecidos são: idade avançada, sexo masculino, tabagismo, infecção pelo Helicobacter pylori e dieta inadequada.”

Disfagia pode ocorrer quando o tumor gástrico localiza-se na região cárdica ou subcárdica, podendo simular um quadro esofágico. Ainda assim, a presença de dor abdominal e histórico de DRGE, além de obesidade, distanciam-se do perfil clássico do carcinoma escamoso (geralmente associado ao esôfago médio, alcoolismo intenso, má higiene bucal e paciente magro/desnutrido).

Análise crítica da alternativa incorreta:

O erro da alternativa está em atribuir unicamente ao carcinoma escamoso de esôfago esse conjunto de sintomas. O perfil clínico apresentado é típico do câncer gástrico, cuja incidência é elevada em pacientes com fatores de risco semelhantes aos do caso, especialmente na faixa etária de 50 a 70 anos.

Estratégia para questões semelhantes: Atente-se a detalhes clínicos (presença de dor abdominal e uso de IBP por DRGE) e à epidemiologia. Analise tanto sintomas quanto fatores de risco de maneira integrada. Evite se guiar apenas por um sintoma isolado (como disfagia).

Referências: Ministério da Saúde – PCDT Adenocarcinoma de Estômago, UpToDate, Manual de Oncologia Clínica do INCA.

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Comentários

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A afirmação de que a neoplasia correspondente aos sinais e sintomas, além da epidemiologia, é de um câncer escamoso de esôfago está incorreta. O diagnóstico sugerido pelos sintomas - disfagia, dor abdominal e perda de peso - e o fato do paciente ser obeso, tabagista e usar inibidores da bomba de prótons de maneira irregular, é mais sugestivo de câncer gástrico, possivelmente adenocarcinoma gástrico, mais do que câncer escamoso de esôfago. O câncer escamoso de esôfago, apesar de estar associado ao tabagismo, normalmente apresenta sintomas como dor ao engolir e tosse persistente. Além disso, a idade, a raça e a irregularidade no uso de medicamentos para refluxo gastroesofágico são fatores de risco adicionais para o câncer gástrico. Portanto, a epidemiologia apresentada não sustenta a afirmação proposta na questão.

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