O tratamento de adenomas complicados por hemorragia, sem in...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Grupo 004 |
Q1685621 Medicina
Uma paciente de 25 anos de idade realizou ultrassonografia por causa de dor em quadrante superior direito. Em virtude da presença de um nódulo hepático não diagnosticado de 7 cm, optou-se por efetuar uma ressonância magnética. O nódulo apresentou sinal hiperintenso em T2, que persiste nas sequências supressoras de gordura.


A respeito desse caso clínico e dos adenomas hepáticos, julgue os itens a seguir. 
O tratamento de adenomas complicados por hemorragia, sem instabilidade hemodinâmica, é a cirurgia.
Alternativas

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Tema central: Manejo do adenoma hepático complicado por hemorragia

O foco da questão está na orientação clínica diante de um adenoma hepático com complicação hemorrágica, especialmente na escolha terapêutica quando não há instabilidade hemodinâmica. É fundamental dominar o manejo desses tumores benignos, que podem causar dor, hemorragias e raramente malignização.

Justificativa do gabarito (E – Errado):

Segundo as recomendações atuais, a cirurgia não é o tratamento inicial para adenomas hepáticos com hemorragia SEM instabilidade hemodinâmica. O tratamento de escolha, conforme a literatura, é a embolização transarterial (ETA), que controla o sangramento de forma minimamente invasiva, preservando a função hepática e reduzindo complicações.

Trecho-chave de referência: “Atualmente, a ETA é considerada de 1ª linha no tratamento de AHC com hemorragia ativa com ou sem rutura espontânea do tumor, ainda que esteja presente instabilidade hemodinâmica.” (“Comportamento e complicações do Adenoma Hepático na gravidez”, Seção: Tratamento de adenomas hepáticos com hemorragia ativa)

O papel da cirurgia se restringe a situações de falha da embolização ou hemorragia contínua em pacientes instáveis, sendo exceção e não regra. Diretrizes e revisões (UpToDate, artigos do Journal Einstein) reforçam que a cirurgia de emergência só é indicada se a abordagem minimamente invasiva não for possível ou efetiva.

Análise crítica da alternativa errada:

A alternativa estaria correta se dissesse que o tratamento inicial é embolização transarterial (ETA), e não cirurgia. A cirurgia precoce em pacientes estáveis, além de desnecessária, traz risco cirúrgico e perda tecidual hepática desnecessária. Atenção a pegadinhas: palavras como “é a cirurgia” quando não há instabilidade devem soar como alerta!

Dica de leitura de questões: Quando o enunciado menciona estabilidade hemodinâmica, lembre-se: prioriza-se abordagem menos invasiva.

Resumo prático: Paciente estável + adenoma hepático sangrante = ETA como 1ª linha. Cirurgia só para falha do método minimamente invasivo ou instabilidade persistente.

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Comentários

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A questão afirma que o tratamento de adenomas complicados por hemorragia, sem instabilidade hemodinâmica, é a cirurgia. Porém, essa afirmação está errada. Quando um adenoma hepático complica com hemorragia, o tratamento inicial em geral é a estabilização do paciente com terapia de suporte, mesmo que não haja instabilidade hemodinâmica. A cirurgia é considerada após estabilização do paciente e em casos seletivos segundo a condição clínica do paciente, tamanho do adenoma e localização no fígado. A cirurgia não é o tratamento inicial padrão para adenomas hepáticos complicados por hemorragia sem instabilidade hemodinâmica, daí a questão estar errada. Também deve-se considerar que a questão não faz menção à presença de hemorragia, focando apenas no achado do nódulo hepático.

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