Paciente com gestação de 37 semanas chega à emergência da ma...

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Q3060130 Medicina
Paciente com gestação de 37 semanas chega à emergência da maternidade apresentando sangramento genital moderado, com hipertonia uterina. Ao exame, a paciente apresenta FC de 110 bpm e PA de 100/60 mmHg, com a paciente apresentando tontura quando se levantou para ir ao banheiro. BCF 100 bpm. Ao toque, sangramento vaginal de grande quantidade, colo 5 cm, apagado 50% e centralizado. O diagnóstico e conduta no caso descrito é:
Alternativas

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Tema central: O caso clínico aborda Descolamento Prematuro de Placenta (DPP), quadro obstétrico de emergência definido pela separação precoce da placenta normalmente inserida após a 20ª semana de gestação, resultando em sangramento genital, hipertonia uterina e possível sofrimento materno e fetal.

Justificativa da alternativa correta (A):

A paciente apresenta hemodinâmica alterada (hipotensão, taquicardia e tontura), hipertonia uterina e sangramento moderado, associados a sinais de sofrimento fetal (BCF=100 bpm). Segundo as diretrizes da Associação Médica Brasileira e do CFM, esses achados delimitam o DPP grau II, caracterizado por:

  • Sangramento genital moderado;
  • Hipertonia uterina e dor;
  • Sinais de sofrimento materno (taquicardia, hipotensão);
  • Sofrimento fetal.

Nesta situação (gestação a termo e sofrimento maternofetal), o parto cesáreo imediato é a conduta prioritária, conforme protocolos nacionais e internacionais. "Na presença de sofrimento fetal ou repercussão materna, a cesariana é indicada." (Projeto Diretrizes, AMB/CFM).

Análise das alternativas incorretas:

B e C: Ambas classificam como grau I (leve), reservado para casos sem comprometimento fetal ou materno e sangramento discreto. O quadro clínico aponta sinais moderados a graves, tornando essas alternativas inadequadas.

D: Sugere conduta expectante em DPP grau II. No entanto, diante de sofrimento fetal evidente, não há espaço para esperar: atraso pode evoluir para óbito fetal/materno.

E: Grau III indica geralmente óbito fetal e choque materno grave – situação inexistente neste caso, já que BCF está presente, embora alterado.

Pontos de atenção e estratégia de prova:

Fique atento às palavras-chave: hemodinâmica, sofrimento fetal, hipertonia uterina. Termos como "aguardar" ou "monitorizar" só são adequados na ausência de sinais graves. Distinguir entre graus de DPP é essencial para a escolha da via de parto.

Resumo: DPP grau II com sinais de repercussão requer cesariana imediata. Baseie-se sempre na gravidade das alterações maternofetais para classificar e conduzir o caso. Questão clássica e recorrente em concursos!

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