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Q3060122 Medicina
Gestante de 33 semanas é encaminhada ao pré-natal de alto risco, porque segundo a enfermeira que faz o seu pré-natal na Unidade de Saúde do seu bairro, o bebê está pequeno. Traz um ultrassom obstétrico, mostrando peso fetal no percentil 8 para a idade gestacional, pela curva de Hadlock. Ao exame: A altura uterina (AU) é de 28 cm e o batimento cardiofetal (BCF) é de 128 bpm. Sem outras alterações. O próximo exame a ser solicitado para confirmação diagnóstica é:  
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Gabarito comentado – Concursos em Ginecologia e Obstetrícia

Análise da Questão:
O tema central é a avaliação do feto pequeno para a idade gestacional (PIG) em uma gestante de 33 semanas, com peso fetal no percentil 8. É fundamental distinguir entre um feto constitucionalmente pequeno e aquele em restrição de crescimento intrauterino (RCIU), cujas consequências clínicas são importantes.

Justificativa da alternativa correta (D):
Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (p. 161): “Fetos pequenos para idade gestacional (PIG): fetos com peso estimado entre o percentil 3 e 10 (…) A avaliação deve incluir Doppler de artéria umbilical para identificação de insuficiência placentária”. O Doppler da artéria umbilical é o exame de escolha, pois avalia a resistência vascular placentária. Alterações como aumento do índice de pulsatilidade, ausência/reversão do fluxo diastólico podem indicar hipóxia fetal e risco aumentado de desfechos neonatais adversos.

Crítica das alternativas incorretas:

A) Perfil biofísico fetal (PBF): importante para avaliação de vitalidade fetal, porém não diagnóstico de RCIU inicialmente.

B) Doppler de artéria uterina: indica risco para pré-eclâmpsia e RCIU na triagem precoce, mas não é confirmatório nem de seguimento.

C) Ultrassom basal com Doppler fetal: nomenclatura imprecisa; é necessário especificar a artéria avaliada na suspeita de RCIU.

E) Doppler da artéria cerebral média: útil para avaliar redistribuição de fluxo (“brain sparing”), mas só é empregado após confirmação da RCIU, ou em casos graves.

Dicas de prova:
Atente-se ao percentil do peso fetal e à recomendação expressa em protocolos nacionais. Em suspeita de PIG/RCIU, escolha sempre o exame que avalia fluxo placentário diretamente (artéria umbilical).

Resumo: Em suspeita de feto pequeno, Doppler da artéria umbilical é fundamental para detectar insuficiência placentária e orientar o manejo.

Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, “A avaliação da vitalidade e do crescimento fetal pode ser realizada quinzenalmente, utilizando Doppler da artéria umbilical para estratificação de risco.”

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