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Q3332934 Radiologia
Um paciente com constipação intestinal crônica é submetido a uma série de exames para determinar a causa subjacente. Qual dos seguintes exames é mais indicado para avaliar a presença de fecaloma, que pode estar contribuindo para a constipação? 
Alternativas

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Tema central: investigação de constipação crônica com foco na identificação de fecaloma (impactação fecal), um acúmulo endurecido de fezes que pode causar obstrução e até colite estercoral.

Alternativa correta: B – Tomografia computadorizada (TC) de abdome

A TC de abdome é o exame de imagem mais indicado para confirmar a presença, localização e extensão do fecaloma, além de identificar complicações como colite estercoral, ulcerações e perfuração. Na TC, o fecaloma aparece como massa fecal volumosa, heterogênea, com bolhas de gás, podendo moldar o reto/cólon e causar dilatação a montante. Diretrizes e revisões (UpToDate; ACR Appropriateness Criteria) indicam a TC quando há suspeita de impactação significativa, dor importante, sinais de obstrução ou falha das medidas iniciais, por sua alta acurácia e capacidade de avaliar complicações potencialmente graves. Harrison’s também destaca a utilidade da TC na constipação complicada.

Estratégia para a prova: ao ver “presença de fecaloma” e necessidade de confirmar/avaliar complicações, priorize TC. Radiografia simples pode sugerir carga fecal, mas é menos específica; toque retal é essencial, porém não verifica impactações altas.

Por que as demais estão incorretas?

A - Exames de eletrólitos: úteis para investigar causas metabólicas de constipação (hipocalemia, hipercalcemia, hipotireoidismo indiretamente), mas não detectam fecaloma. Não respondem ao objetivo do enunciado.

C - Endoscopia digestiva alta: avalia esôfago, estômago e duodeno. O fecaloma é patologia de cólon/ reto; portanto, este exame é anatomicamente inadequado. (Se a alternativa fosse colonoscopia, teria papel terapêutico em alguns casos, mas não supera a TC na avaliação de extensão e complicações.)

D - Urina (EAS): pesquisa infecção urinária; não tem relação com a confirmação de fecaloma.

E - Testes de função hepática: avaliam parênquima hepático (TGO, TGP, FA, bilirrubinas); não diagnosticam impactação fecal.

Clínica e diagnóstico: dor e distensão abdominal, eliminação reduzida de fezes, diarreia paradoxal, e massa ao toque retal quando baixa. A avaliação inicia com anamnese + exame físico (toque retal); quando há suspeita de impactação alta/complicações, a TC com contraste é o exame de escolha (UpToDate; ACR).

Pegadinha: não confundir exames que investigam causas de constipação (eletrólitos, função hepática) com o exame que confirma o fecaloma. Também não trocar endoscopia alta por colonoscopia.

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