Paciente de 55 anos, sexo masculino, com história de d...
Gabarito comentado
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O tema central da questão é o manejo de um adenocarcinoma de esôfago, identificado através de biópsia em um paciente que apresenta disfagia progressiva e perda de peso. Esse cenário é típico de uma doença maligna avançada no esôfago.
Para entender o contexto, a disfagia refere-se à dificuldade de deglutir, e quando é progressiva, costuma ser um sintoma alarmante para processos neoplásicos, especialmente em um paciente desta faixa etária. A endoscopia digestiva alta é crucial para a avaliação de lesões esofágicas, e a biópsia é essencial para o diagnóstico histopatológico.
A alternativa C, que sugere esofagectomia com reconstrução gástrica ou colônica, é a conduta mais adequada. Para pacientes com adenocarcinoma de esôfago, o tratamento padrão-ouro é cirúrgico, quando possível e dependendo da extensão do tumor e do estágio da doença. A esofagectomia é a retirada do esôfago, e a reconstrução é necessária para restabelecer a continuidade do trato digestivo. Diretrizes, como as do NCCN (National Comprehensive Cancer Network), recomendam fortemente a cirurgia quando há ressecabilidade e o paciente tem condições clínicas para suportar o procedimento.
Vamos analisar agora as alternativas incorretas:
A - Iniciar terapia nutricional enteral e quimioterapia neoadjuvante. Embora a quimioterapia neoadjuvante possa ser parte do tratamento para reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia, a opção não menciona a cirurgia subsequente, o que é inadequado para um caso ressecável.
B - Realizar mucosectomia endoscópica da lesão. A mucosectomia endoscópica é indicada apenas para lesões muito superficiais e precoces, o que não se aplica ao caso descrito, que envolve uma lesão ulcerada com bordas elevadas, sugerindo um estágio mais avançado.
D - Prescrever inibidor de bomba de prótons em dose plena e programar nova endoscopia em 6 meses. Essa abordagem é insuficiente e inadequada para um adenocarcinoma confirmado, pois não aborda a necessidade de tratamento curativo ou paliativo imediato.
E - Realizar dilatação endoscópica da estenose e iniciar terapia nutricional oral. A dilatação endoscópica pode ser uma medida paliativa para alívio da disfagia, mas não constitui tratamento para o câncer em si. A terapia nutricional oral não aborda a doença de base.
Em resumo, a conduta mais adequada para esse paciente é a esofagectomia, considerando as condições clínicas e o diagnóstico de adenocarcinoma. Essa decisão integra o manejo padrão para casos operáveis.
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