Um paciente apresenta sintomas sugestivos de doença do ref...
Gabarito comentado
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Tema central: Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e seus achados em fluoroscopia com contraste (esofagograma). A DRGE decorre de incompetência do esfíncter esofágico inferior e, frequentemente, da hérnia de hiato por deslizamento, que desloca a junção gastroesofágica para o tórax, favorecendo refluxo.
Gabarito: A
Justificativa da alternativa correta (A): A hérnia de hiato com deslocamento do esôfago/junção gastroesofágica é o achado radiológico mais indicativo de DRGE em fluoroscopia. O esôfago distal e parte do estômago ascendem pelo hiato esofágico, reduzindo a pressão do esfíncter e facilitando o retorno do contraste ao esôfago. Na prática, o radiologista observa a junção acima do diafragma e, por vezes, refluxo retrógrado do bário com manobras (Valsalva/Trendelenburg). Este é um achado clássico e com forte associação clínica com DRGE (ACG Guideline 2022; UpToDate; Brant & Helms, Grainger & Allison).
Como se diagnostica DRGE: O diagnóstico é clínico em casos típicos. Endoscopia é indicada em sinais de alarme (disfagia, perda de peso, sangramento) ou refratariedade. O padrão-ouro para confirmar refluxo patológico é a pH-impedanciometria esofágica ambulatorial. O esofagograma é adjunto, útil para mostrar hérnia de hiato, estenoses e complicações, mas tem sensibilidade limitada para refluxo isolado (ACG/AGA).
Análise das alternativas incorretas:
B – Úlceras gástricas/duodenais são de doença ulcerosa péptica, não um marcador de DRGE. Podem coexistir, mas não indicam refluxo. A avaliação de escolha é endoscópica, não fluoroscópica, e não se correlaciona com incompetência do esfíncter esofágico inferior.
C – Dilatação do cólon com pólipos é achado de cólon, sem relação anatômica ou fisiopatológica direta com DRGE. É um distrator por órgão diferente.
D – Divertículos esofágicos (Zenker, médio, epifrênico) refletem alterações de motilidade/pressão; não são sinais específicos de DRGE. Mesmo os epifrênicos, embora próximos ao diafragma, não indicam refluxo por si só.
E – “Faca serrilhada” na parede gástrica não é sinal radiológico clássico em DRGE. Termos semelhantes (ex.: saw-tooth) aparecem em outras condições do cólon ou em padrões não relacionados ao refluxo. Logo, é incompatível com o diagnóstico proposto.
Estratégia para a prova: Em questões de DRGE com imagem contrastada, priorize achados no complexo esôfago distal–junção gastroesofágica: hérnia de hiato deslizante, refluxo de contraste, estenoses inflamatórias. Descarte opções de outros segmentos (cólon) ou achados não específicos (úlceras).
Referências essenciais: American College of Gastroenterology Guideline for GERD (2022); UpToDate – Clinical manifestations and diagnosis of GERD; Brant & Helms – Fundamentals of Diagnostic Radiology; Grainger & Allison’s Diagnostic Radiology; Sleisenger & Fordtran – Gastrointestinal and Liver Disease.
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