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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Neonatologia |
Q1685082 Medicina
Durante a visita de alojamento conjunto, ao solicitar a caderneta de acompanhamento obstétrico da mãe de um recém-nascido (RN), verificaram-se sorologias para sífilis positivas no primeiro trimestre da gestação. A gestante foi tratada com benzilpenicilina benzatina na dose total de 7,2 milhões UI. O VDRL da mãe após o tratamento reduziu de 1:32 para 1:8.
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis, a punção liquórica posterior deve ser reservada quando aparecerem sinais e sintomas neurológicos.

Alternativas

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Gabarito comentado:

Tema central: A questão aborda o manejo da neurossífilis congênita em recém-nascidos (RN), enfatizando a conduta quanto ao momento de realização da punção lombar para avaliação do líquor.

Justificativa para a alternativa correta (E – errado):

Segundo os protocolos mais atuais, como o “Protocolo para a Prevenção de Transmissão Vertical de HIV e Sífilis” do Ministério da Saúde, a punção lombar NÃO deve ser restrita ao surgimento de sinais e sintomas neurológicos. Todos os recém-nascidos expostos à sífilis congênita devem ser avaliados com exames complementares, inclusive punção lombar ao diagnóstico quando:

  • Sífilis materna foi tratada inadequadamente
  • Tratamento incompleto ou não realizado
  • Ou há suspeita/laboratório indicativo de neurossífilis

Conforme o protocolo (seção “Manejo Clínico da Sífilis Congênita…”): “Nos recém-nascidos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido, realizar [...] punção lombar (na impossibilidade, tratar o caso como neurossífilis...)”.

Isso evidencia que a avaliação do líquor deve ocorrer mesmo na ausência de sintomas, pois muitos casos são inicialmente assintomáticos e retardos na abordagem podem culminar em sequelas neurológicas irreversíveis. O monitoramento ativo se mostra essencial para proteger o RN.

Análise da alternativa incorreta:

A afirmação de que a punção deve ser reservada apenas ao surgimento de sintomas contraria as diretrizes. Esse erro conceitual é comum em provas e pode confundir o candidato, pois desconsidera manifestações precoces e assintomáticas da neurossífilis.

Dicas de prova: Atenção à leitura de comandos e termos como “apenas” ou “reservada”, pois costumam aparecer em pegadinhas para limitar condutas essenciais.

Referências: Protocolos do Ministério da Saúde (2024), Sociedade Brasileira de Pediatria, UpToDate; obras referência como Nelson Tratado de Pediatria.

Resumo: A avaliação do líquor em neurossífilis congênita não deve aguardar sintomas neurológicos. Faça sempre que indicado pela história materna e critérios laboratoriais, mesmo sem clínica evidente.

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A afirmação está errada. Em casos de alteração inicial do líquor, a punção liquórica posterior deve ser realizada mesmo na ausência de sinais e sintomas neurológicos, pois a neurossífilis pode ser assintomática ou ter sintomas sutis que podem passar despercebidos, podendo levar a consequências graves para a saúde do paciente. Portanto, é importante realizar a punção liquórica para fins de diagnóstico e tratamento precoces.

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