Leia o caso clínico a seguir. Biópsia hepática de lactente ...

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Q4154138 Patologia
Leia o caso clínico a seguir.

Biópsia hepática de lactente de dois meses com icterícia revela proliferação ductular com plugs biliares, edema portal, hepatócitos gigantes multinucleados esparsos e arquitetura lobular preservada.

Nesse caso, o diagnóstico provável é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O achado decisivo é o padrão portal-obstrutivo da biópsia: proliferação ductular, plugs biliares e edema portal, com arquitetura lobular preservada em lactente ictérico de 2 meses. Esse perfil favorece obstrução biliar extra-hepática e sustenta atresia de vias biliares extra-hepáticas.

Tema central: Colestase neonatal obstrutiva
Análise das alternativas
A
Errada
Deficiência de alfa-1-antitripsina pode entrar no diferencial de colestase neonatal, mas o marcador histológico mais sugestivo seriam glóbulos citoplasmáticos em hepatócitos PAS-positivos e diastase-resistentes, achado não descrito. Além disso, o padrão dominante do enunciado é portal-obstrutivo, não de hepatopatia metabólica por acúmulo proteico.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a morfologia descrita corresponde ao padrão histopatológico típico de obstrução biliar extra-hepática: proliferação ductular portal, estase biliar sob a forma de plugs biliares, edema portal e relativa preservação da arquitetura lobular nas fases iniciais. Os hepatócitos gigantes multinucleados aparecem apenas de forma esparsa e não mudam o eixo diagnóstico, que aqui é claramente portal-obstrutivo.
C
Errada
Hepatite neonatal costuma mostrar lesão lobular mais proeminente, com transformação gigantocelular mais difusa, desarranjo lobular, inflamação lobular e colestase hepatocelular/canalicular. Aqui ocorre o contrário: a arquitetura lobular está preservada e o predomínio é portal, com proliferação ductular e plugs biliares. Portanto, a gigantocitose esparsa não sustenta hepatite neonatal como diagnóstico principal.
D
Errada
Galactosemia é causa metabólica de icterícia/colestase neonatal, mas não tem como padrão histológico dominante esse conjunto de proliferação ductular portal com plugs biliares e edema portal. Faltam os elementos mais sugestivos de hepatopatia metabólica, enquanto o material mostra um padrão morfológico típico de obstrução biliar extra-hepática.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de supervalorizar a presença de hepatócitos gigantes e marcar hepatite neonatal. O ponto correto é que gigantocitose esparsa não supera um padrão global claramente portal-obstrutivo.
Dica para questões semelhantes
  • Na colestase neonatal, primeiro defina se o padrão da biópsia é portal-obstrutivo ou lobular-hepatítico.
  • Proliferação ductular com plugs biliares e edema portal favorece obstrução biliar extra-hepática.
  • Arquitetura lobular preservada afasta hepatite neonatal como padrão dominante.
  • Em causas metabólicas, procure marcadores histológicos próprios; não use apenas a presença de icterícia para fechar o diagnóstico.

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