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Q3831530 Pedagogia
A atuação do intérprete educacional situa-se na interface entre a acessibilidade linguística e a ética profissional, exigindo uma postura que equilibre a neutralidade com a mediação cultural necessária para o entendimento mútuo. Diante de uma situação em que o professor utiliza uma metáfora culturalmente específica da língua portuguesa que não possui equivalente direto ou sentido na cultura surda, assinale a alternativa correta sobre a conduta do intérprete.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O elemento decisivo é a ausência de equivalente direto para a metáfora culturalmente específica e a necessidade de manter a compreensão do conteúdo pedagógico. Nessa situação, a conduta correta do intérprete é preservar o sentido por mediação cultural ou explicitação em Libras, o que torna o item D o único compatível com a acessibilidade linguística exigida.

Tema central: Mediação cultural na interpretação educacional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque omitir a metáfora suprime parte do conteúdo e rompe a fidelidade ao sentido pretendido pelo professor. A base é expressa ao afirmar que a ausência de sinal equivalente não autoriza eliminar o trecho; a exigência é transmitir o significado relevante.
B
Errada
Está errada porque transforma uma dificuldade de equivalência em proibição geral do uso de metáforas, o que a base rejeita. Metáforas e expressões idiomáticas não são automaticamente intraduzíveis; a conduta adequada é interpretar o sentido por mediação/adaptação, não vetar o recurso expressivo nem exigir que o professor nunca o utilize.
C
Errada
Está errada porque a datilologia palavra por palavra não resolve o problema semântico da metáfora e transfere indevidamente ao aluno a tarefa de reconstruir sozinho o sentido. Pela base, fidelidade em interpretação é ao significado e à intenção comunicativa, não à mera sequência lexical da língua de partida.
D
Certa
A alternativa D está certa porque adota o critério correto para a interpretação educacional nessa situação: preservar a intenção comunicativa e o conceito pedagógico quando não existe equivalente direto para a metáfora. Pela base, isso pode exigir adaptação cultural ou explicitação do significado em Libras, sem suprimir conteúdo e sem reduzir a atuação do intérprete a uma transposição literal. Neutralidade profissional, aqui, não significa invisibilidade absoluta nem reprodução palavra por palavra; significa fidelidade ao sentido do que o professor quis comunicar, assegurando acessibilidade linguística ao aluno surdo.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar neutralidade como literalismo palavra por palavra ou como passividade do intérprete, quando o critério correto era manter fidelidade ao sentido por meio de mediação cultural.
Dica para questões semelhantes
  • Se não houver equivalente direto em Libras para metáfora ou expressão idiomática, o parâmetro é transmitir o sentido pretendido, com adaptação ou explicitação.
  • Acessibilidade linguística, no contexto educacional, exige compreensão do conceito, não simples reprodução formal das palavras.
  • Não se deve omitir conteúdo nem proibir genericamente recursos expressivos do professor só porque não há correspondência literal.
  • Datilologia pode existir como recurso, mas não basta quando, sozinha, não garante o acesso ao significado.

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