Assinale a alternativa correta sobre o tipo de concordância...
Como Matthew Bourne reinventou “O Lago dos Cisnes” com um elenco masculino

Por Redação Bravo!
(Disponível em: https://bravo.abril.com.br/teatro/danca/como-matthew-bourne-reinventou-o-lago-dos-cisnescom-um-elenco-masculino/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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o verbo "deixar" está no singular para concordar com o núcleo do sujeito, que é o substantivo partitivo "parte" (singular).
- Regra: Quando o sujeito é composto por uma expressão partitiva (parte de, a maioria de, metade de) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular (concordância lógica com o partitivo) ou ir para o plural (concordância atrativa com o especificador plural).
- Exemplos:
- Parte do público deixou... (concordância com "parte" - singular).
- Parte do público deixaram... (concordância com "público" - plural, aceitável).
E (Incorreta): Pronomes indefinidos singulares (como ninguém, alguém, tudo, nada, cada) exigem o verbo sempre no singular, independentemente da ideia de pluralidade ou de quantidade de pessoas que a palavra possa representar semanticamente. O correto é sempre "ninguém conseguia".
A GABARITO
✔️ Em “parte do público deixou o teatro”, há um caso de concordância com núcleo partitivo. O núcleo do sujeito é “parte”, que está no singular, por isso o verbo “deixou” também fica no singular. Embora “do público” esteja no plural implícito (coletivo), a concordância padrão é com o partitivo.
Agora, por que as outras estão incorretas:
- B ❌ Em “produções de dança mais bem-sucedidas”, o adjetivo “bem-sucedidas” concorda com “produções” (núcleo do sintagma), e não com “dança”.
- C ❌ Em “os cisnes passam a ser interpretados”, o particípio “interpretados” varia (plural masculino) para concordar com “os cisnes”. Não é invariável.
- D ❌ Em “Tamanho foi o sucesso”, “tamanho” pode sim variar: “tamanhos foram os problemas”.
- E ❌ “Ninguém” é pronome indefinido singular, então o verbo deve ficar no singular: “ninguém conseguia”. Não admite plural.
A (Correta): Na expressão “parte do público”, o sujeito é formado por uma expressão partitiva ("parte de") seguida de um determinante que também está no singular ("do público"). A regra dita que o verbo concorda com o núcleo do sujeito. Se o determinante estivesse no plural (ex: "parte dos espectadores"), a gramática admitiria dupla concordância: no singular (concordando com o partitivo "parte") ou no plural (concordando com o determinante "espectadores"). Como ambos estão no singular, o verbo fica obrigatoriamente no singular.
B (Incorreta): O adjetivo “bem-sucedidas” encontra-se no feminino plural especificamente para concordar com o núcleo do sujeito, que é “produções” (feminino plural). Se concordasse apenas com “dança”, a palavra estaria no singular ("bem-sucedida").
C (Incorreta): Na formação da voz passiva analítica (verbo auxiliar + particípio), o particípio não é invariável; pelo contrário, ele funciona como adjetivo e deve concordar obrigatoriamente em gênero e número com o sujeito paciente. Em "os cisnes passam a ser interpretados", "interpretados" varia para o masculino plural para concordar com "os cisnes".
D (Incorreta): O termo "tamanho", quando empregado como pronome ou adjetivo (equivalente a "tão grande" ou "tal"), é variável e flexiona em gênero e número para concordar com o substantivo a que se refere. É perfeitamente possível a flexão, como em "Tamanha foi a decepção" ou "Tamanhos foram os problemas".
E (Incorreta): Pronomes indefinidos como "ninguém", "alguém", "tudo" e "nada" exigem que o verbo seja flexionado estritamente na 3ª pessoa do singular. A gramática normativa não admite o plural nesse caso, mesmo que a ideia semântica do pronome possa remeter a uma coletividade de pessoas.
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