De acordo com as ideias do texto, infere-se que:

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Q1140333 Português

                             Olhar o vizinho é o primeiro passo


      Não é preciso ser filósofo na atualidade, para perceber que o “bom” e o “bem” não prevalecem tanto quanto desejamos. Sob a égide de uma moral individualista, o consumo e a concentração de renda despontam como metas pessoais e fazem muitos de nós nos esquecermos do outro, do irmão, do próximo. Passamos muito tempo olhando para nossos próprios umbigos ou mergulhados em nossas crises existenciais e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está ao nosso lado. É difícil tirar os óculos escuros da indiferença e estender a mão, não para dar uma esmola à criança que faz malabarismo no sinal, para ganhar um trocado simpático, mas para tentar mudar uma situação adversa, fazer a diferença. O que as pessoas que ajudam outras nos mostram é que basta querer, para mudar o mundo. Não é preciso ser milionário para fazer uma doação. Se não há dinheiro, o trabalho também é bem-vindo. Doar um pouco de conhecimento ou expertise, para fazer o bem a outros que não têm acesso a esses serviços, é mais que caridade: é senso de responsabilidade. Basta ter disposição e sentimento e fazer um trabalho de formiguinha, pois, como diz o ditado, é a união que faz a força! Graças a esses filósofos da prática, ainda podemos colocar fé na humanidade. Eles nos mostram que fazer o bem é bom e seguem esse caminho por puro amor, vocação e humanismo.

                                                    (Diário do Nordeste. Abril 2008. Com adaptações.) 

De acordo com as ideias do texto, infere-se que:
Alternativas

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Gabarito: D – Geralmente, não percebemos os pedidos de ajuda do nosso próximo.

Tema central da questão: Interpretação de textos. O aluno precisa identificar qual alternativa corresponde à mensagem principal transmitida pelo texto, analisando informações explícitas e implícitas, além de considerar coesão e coerência textual.

Justificativa para a alternativa correta:

O texto enfatiza que, na sociedade atual, costumamos “olhar para os nossos próprios umbigos” e ignorar o outro. O autor explicita: “Passamos muito tempo olhando para nossos próprios umbigos... e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está ao nosso lado.” Ou seja, há uma clara crítica à falta de atenção ao próximo.

Segundo Evanildo Bechara, interpretar exige compreender tanto o que está dito quanto o que está subentendido, ligando ideias por meio de palavras-chave, conectivos e referências intra e interfrásicas. No texto, a ideia central é a dificuldade de perceber o outro e agir empaticamente.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Afirma que "o bem prevalece a todo momento", o que contradiz completamente o texto, já que ele afirma que o “bom” e o “bem” não prevalecem tanto quanto gostaríamos.
  • B) Menciona julgamento pelo mal, algo inexistente no texto. O autor só discute o fazer o bem, sem relação com julgamento moral.
  • C) Afirma preocupação com as dificuldades alheias, quando o texto sublinha o oposto: focamos em nossos próprios problemas e não nos atentamos ao próximo.

Estrategicamente, é importante buscar no texto expressões ou frases que sustentam a alternativa correta. Neste caso, expressões como “não reparamos nos pedidos de ajuda” são determinantes.

Cuidado com pegadinhas: alternativas que generalizam positivamente (“o bem prevalece a todo momento”) ou alteram o sentido do texto devem ser vistas com desconfiança! Use sempre a técnica da “leitura atenta”, destacada por Cunha & Cintra, para comparar cada alternativa ao argumento central do texto.

Resumo: A alternativa D traduz fielmente a mensagem principal do texto segundo a norma-padrão, demonstrando sólido domínio de interpretação textual.

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Comentários

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GABARITO: LETRA D

? Se não há dinheiro, o trabalho também é bem-vindo. Doar um pouco de conhecimento ou expertise, para fazer o bem a outros que não têm acesso a esses serviços, é mais que caridade: é senso de responsabilidade. Basta ter disposição e sentimento e fazer um trabalho de formiguinha, pois, como diz o ditado, é a união que faz a força! 

? Ou seja, inferimos/deduzimos que, na nossa mente, a ajuda está ligada ao monetário e, muitas das vezes, não percebemos o pedido daqueles que clamam por auxílio, a resposta pode ser bem mais simples do que o mero "dinheiro".

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? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

Resumimos tudo com o trecho:

"É difícil tirar os óculos escuros da indiferença e estender a mão, não para dar uma esmola à criança que faz malabarismo no sinal, para ganhar um trocado simpático, mas para tentar mudar uma situação adversa, fazer a diferença".

Sucesso,bons estudos não desista!

Passamos muito tempo olhando para nossos próprios umbigos ou mergulhados em nossas crises existenciais e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está ao nosso lado.

Letra D.

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