A eleição do boliviano Evo Morales se deu com a manutenção d...

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Q170159 Atualidades
O final de 2005 e os primeiros meses de 2006 foram marcados,
na América Latina, por relevantes processos eleitorais que
levaram ao poder, em alguns países, presidentes com idéias
políticas um pouco diferenciadas em relação ao ideário político
que predominou na região na década passada. A propósito dessas
eleições e seus impactos, julgue os itens subseqüentes.

A eleição do boliviano Evo Morales se deu com a manutenção das políticas econômicas do consenso de Washington.
Alternativas

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A alternativa correta é E - errado.

Vamos entender o contexto histórico e político desta questão:

No final de 2005 e início de 2006, a América Latina passou por um período de mudanças políticas significativas, com a eleição de líderes que propunham alternativas ao Consenso de Washington, um pacote de políticas econômicas de livre mercado defendido por instituições como o FMI e o Banco Mundial nos anos anteriores. Este conjunto de políticas incluía medidas como privatizações, desregulamentação e austeridade fiscal.

Evo Morales foi eleito presidente da Bolívia em dezembro de 2005. Sua eleição marcou uma ruptura com as políticas neoliberais do Consenso de Washington. Ele se destacou por implementar políticas voltadas para a nacionalização de recursos naturais, especialmente o gás e o petróleo, e para a promoção de programas sociais voltados aos segmentos mais pobres da população. Portanto, ao contrário do que sugere a afirmação da questão, Morales não manteve as políticas do Consenso de Washington.

Agora, vamos justificar por que a alternativa está errada:

  • Evo Morales iniciou um processo de nacionalização de importantes indústrias no país, como a de gás natural, que era uma ação contrária ao ideário do Consenso de Washington.
  • Seu governo caracterizou-se pela implementação de políticas sociais e econômicas voltadas para reduzir a desigualdade e aumentar o controle estatal sobre a economia.

Portanto, a premissa de que sua eleição ocorreu com a manutenção das políticas do Consenso de Washington é errada.

Compreender essa distinção é fundamental para interpretar questões de atualidades que lidam com mudanças políticas e econômicas na América Latina.

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Comentários

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ERRADA,

Consenso de Washington pode ser definido em 10 pontos:
 1) disciplina fiscal;
 2) redefinição das prioridades dos gastos públicos, direcionando-os às áreas de atendimento básico a saúde, educação primária e infraestrutura;
 3) reforma tributária;
 4) liberalização das taxas de juros;
 5) adoção de taxas de câmbio competitivas;
 6) liberalização do comércio externo;
 7) liberalização dos investimentos externos diretos;
 8) privatização das empresas estatais;
 9) desregulamentação do comércio exterior;
 10) garantia dos direitos de propriedade.

Os pontos de Liberalizaçao das taxas de juros, adoção de taxas de câmbio competitivas, liberalização dos investimentos externos diretos, privatização das empresas estatais e garantia dos direitos de propriedade. Não são convergentes com o governo de Evo Morales (aliás, reeleito e o Congresso Boliviano - em 2013 - aprovou sua possível terceira reeleição).

O Brasil foi um dos países, na época de Collor , Itamar Franco e FHC , que  adotou o formulário do Consenso

As recomendações do Consenso de Washington eram:

a) Reforma fiscal: promover profundas alterações no sistema tributário (arrecadação de impostos), no sentido de diminuir os tributos para as grandes empresas para que elas aumentassem seus lucros e o seu grau de competitividade;

b) Abertura comercial: proporcionar o aumento das importações e das exportações através da redução das tarifas alfandegárias;

c) Política de Privatizações: reduzir ao máximo a participação do Estado na economia, no sentido de transferir a todo custo as empresas estatais para a iniciativa privada;

d) Redução fiscal do Estado: reduzir os gastos do Estado através do corte em massa de funcionários, terceirizando o maior número possível de serviços, e diminuição das leis trabalhistas e do valor real dos salários, a fim de cortar gastos por parte do governo e garantir arrecadação suficiente para o pagamento da dívida pública.

Caso os países se recusassem a cumprir essas normas, encontrariam dificuldade de receberem investimentos externos e ajuda internacional por partes dos EUA e do FMI.

Tais medidas foram amplamente criticadas por grupos de esquerda, que defendem que a retirada do Estado da economia e a abertura exagerada da economia para o capital internacional proporcionam a precarização do trabalho e a diminuição da qualidade de vida da população.

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