Na esclerose múltipla, são evidências de ausência de ativida...

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Q3833432 Medicina
Na esclerose múltipla, são evidências de ausência de atividade de doença as citadas abaixo, EXCETO: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na ausência de atividade de doença na esclerose múltipla, um dos pilares é não haver progressão sustentada de incapacidade, mas o EDSS não usa um corte universal de 0,5 ponto para todos os pacientes. Como a alternativa A universaliza indevidamente esse limiar, ela é a exceção e corresponde ao gabarito oficial.

Tema central: Critérios de NEDA-3
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta como exceção porque erra o critério de progressão de incapacidade. No conceito clássico de ausência de atividade de doença na esclerose múltipla, deve haver ausência de progressão sustentada da incapacidade, porém a definição dessa progressão pelo EDSS varia conforme o escore basal. Portanto, não se pode afirmar de forma geral que basta não haver aumento de 0,5 ponto por mais de 3 meses. Esse ponto de corte só vale em cenários específicos, especialmente em escores basais mais altos, e sua universalização torna a alternativa tecnicamente falsa.
B
Errada
Esta alternativa não é a exceção porque descreve, em essência, ausência de surto clínico. Na esclerose múltipla, recaída pode se manifestar como piora de sintoma neurológico previamente conhecido com duração maior que 24 horas. No contexto apropriado, isso integra o domínio de atividade clínica, desde que se exclua pseudossurto por febre, infecção ou flutuação transitória.
C
Errada
Esta alternativa não é a exceção porque corresponde à ausência de novo surto clínico. Sintoma neurológico novo, objetivamente confirmado e persistente por mais de 24 horas é a forma típica de atividade clínica inflamatória na EM remitente-recorrente. Logo, a ausência desse achado é compatível com ausência de atividade de doença.
D
Errada
Esta alternativa não é a exceção porque expressa ausência de atividade inflamatória radiológica. Novas lesões captantes de contraste em T1 na ressonância magnética indicam inflamação ativa e ruptura da barreira hematoencefálica. Portanto, não haver novas lesões captantes em 12 meses se alinha ao componente radiológico do NEDA-3.
E
Errada
Esta alternativa não é a exceção porque está alinhada ao conceito de ausência de atividade radiológica em T2. A base informa que lesões novas ou aumentadas em T2 são marcadores clássicos de atividade da doença. Embora a redação com 'maior que 3 mm' seja menos padronizada que a formulação usual de lesões novas ou em aumento em T2, ela continua apontando para crescimento de lesões em T2/FLAIR como sinal de atividade.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre o conceito correto de ausência de progressão sustentada de incapacidade e a falsa ideia de que qualquer paciente com EM usa o mesmo corte de 0,5 ponto no EDSS.
Dica para questões semelhantes
  • Em NEDA-3, organize mentalmente em três domínios: surtos, progressão de incapacidade e atividade na RM.
  • Quando a alternativa usar EDSS, confira se o ponto de corte foi universalizado indevidamente; a piora confirmada depende do escore basal.
  • Em RM, considere atividade tanto por lesões T1 captantes quanto por lesões novas ou aumentadas em T2.

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