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Q454410 Medicina
Paciente obeso deu entrada na emergência hospitalar com quadro de dor torácica retroesternal intensa, irradiada para a face interna do braço esquerdo, de início súbito, acompanhada de sudorese, náuseas e vômitos alimentares. Ao exame físico, apresentava-se lúcido, com agitação psicomotora, pele pálida, fria e úmida, hipotenso e taquicárdico. O eletrocardiograma registrou supradesnível de ST em D2, D3 e AVF.

Diante do quadro apresentado, o diagnóstico que se impõe é de
Alternativas

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O tema central desta questão é o diagnóstico diferencial de dor torácica, um assunto crucial em Cardiologia e extremamente relevante para o Médico do Trabalho, especialmente em situações de emergência. A dor torácica retroesternal, associada a sintomas autonômicos como sudorese, náuseas e vômitos, além de alterações no eletrocardiograma, sugere uma condição cardiovascular aguda.

Alternativa Correta: A - Infarto agudo de parede diafragmática

Justificativa: A dor torácica retroesternal intensa, irradiada para o braço esquerdo, com sintomas autonômicos e evidência de supradesnível de ST em D2, D3 e AVF, indica um infarto do miocárdio de parede inferior ou diafragmática. Estes achados eletrocardiográficos são típicos de uma oclusão na artéria coronária direita ou circunflexa, conforme descrito em diretrizes internacionais e no Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Análise das Alternativas Incorretas:

B - Infarto agudo do miocárdio extenso: Embora a sintomatologia possa lembrar um infarto extenso, a localização específica do supradesnível de ST nos leva a identificar a parede diafragmática, não abrangendo toda a extensão do miocárdio.

C - Aneurisma dissecante da aorta: Essa condição pode causar dor torácica intensa, mas geralmente a dor é descrita como lancinante e sem irradiação específica conforme observado aqui. O eletrocardiograma também não mostraria supradesnível de ST, o que é mais característico de síndrome coronariana aguda.

D - Pneumotórax espontâneo: Apresenta-se com dor pleurítica, súbita e pode causar dispneia, mas não se associa a supradesnível de ST no eletrocardiograma. A ausculta pulmonar geralmente revela diminuição dos ruídos respiratórios no lado afetado.

E - Angina pectoris: Embora a angina cause dor torácica, ela não é tão intensa e geralmente não se acompanha de supradesnível de ST, que é indicativo de necrose miocárdica.

A capacidade de distinguir entre essas condições é crucial no ambiente de emergência. A identificação correta permite intervenções imediatas e adequadas, como terapia de reperfusão para infarto agudo do miocárdio.

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