A entrevista pré-anestésica completa é de fundamental impor...
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Tema central: A questão aborda a avaliação da função renal durante a consulta pré-anestésica, enfatizando a importância de identificar pacientes de risco e adotar métodos adequados para estimar a TFG (taxa de filtração glomerular).
Justificativa da alternativa correta (B – Incorreta):
O valor isolado da creatinina sérica não fornece avaliação precisa da função renal, pois é influenciado por diversos fatores como idade, sexo, massa muscular e ingestão proteica. Indivíduos idosos ou debilitados podem apresentar níveis normais de creatinina com disfunção renal subjacente. Segundo as recomendações da literatura e do UpToDate: “A creatinina sérica por si só não deve ser usada para estimar a função renal. Para melhor estimativa da TFG, deve-se utilizar equações específicas...” (UpToDate, seção “Evaluation of kidney function”).
Análise das alternativas:
A) Correta. Nos idosos, há redução natural da massa muscular e, consequentemente, da produção de creatinina. Assim, a TFG pode estar reduzida em até 50% sem elevação significativa da creatinina sérica. Essa característica reforça o risco de subestimar doença renal nesse grupo.
B) Incorreta. Como já explicado, a creatinina isolada não é um marcador acurado de função renal, sendo esta a alternativa que o candidato deve marcar.
C) Correta. A equação de Cockcroft-Gault e outras, como CKD-EPI e MDRD, oferecem estimativas mais precisas da TFG por utilizarem variáveis que refletem diferenças individuais, como idade, peso e sexo. Assim, devem ser preferidas na prática clínica.
D) Correta. A insuficiência renal crônica associa-se a disfunção plaquetária, elevando o risco de sangramento mesmo com exames laboratoriais normais (contagem de plaquetas, TP, TTPa). Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine, a uremia compromete a adesão plaquetária, o que explica esse achado clínico típico.
Estratégias e dicas para prova:
- Atenção a pegadinhas envolvendo valores isolados de exames: a interpretação correta depende do contexto clínico.
- Sempre privilegie métodos validados, como equações de estimativa da TFG.
- Fique atento a frases absolutas e superlativas (“indicador acurado”, “sempre/ nunca”). Na prática clínica, raramente um exame isolado tem essa característica.
Resumo: Aromatize seu raciocínio clínico! Para avaliar função renal pré-operatória, prefira equações e nunca apenas a creatinina sérica.
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