Paciente, sexo feminino, 48 anos, encaminhada ao pneumologi...

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Q4195371 Medicina
 Paciente, sexo feminino, 48 anos, encaminhada ao pneumologista por queixa de falta de ar progressiva e tosse, sem melhora com salbutamol inalatório.
A paciente não fuma, não bebe nem usa substâncias ilícitas. A história médica é significativa para hipertensão, controlada com anti-hipertensivo. Nega febre no período. Percebeu a falta de ar pela primeira vez há quatro meses, apenas em alguns momentos do dia, sendo que atualmente interfere inclusive em suas atividades diárias habituais e nas profissionais em um aviário.
Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, apesar de visivelmente emagrecida, FC 76 bpm, FR 20 ipm, sO2 92% em ar ambiente, PA 120 x 78 mmHg. Ausculta cardíaca sem alterações, ausculta pulmonar com crepitações predominantes em bases. RX do tórax com infiltrado bilateral, mais acentuado em bases. Espirometria: reduções proporcionais no VEF1, na CVF e na relação VEF1/CVF. PPD não reator.
Quais achados serão suficientes para o diagnóstico de pneumonite de hipersensibilidade subaguda, considerando a exposição ocupacional?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em paciente com exposição ocupacional a aves, dispneia progressiva, tosse, hipoxemia leve, crepitações bibasais e padrão restritivo, o achado que sustenta pneumonite de hipersensibilidade subaguda é micronódulos centrolobulares em vidro fosco, padrão bronquiolocêntrico inflamatório que leva ao gabarito E.

Tema central: Pneumonite de hipersensibilidade subaguda
Análise das alternativas
A
Errada
Opacidades reticulares peribroncovasculares são inespecíficas e não representam o padrão mais característico da pneumonite de hipersensibilidade subaguda. O achado decisivo é o padrão bronquiolocêntrico inflamatório com micronódulos centrolobulares em vidro fosco.
B
Errada
Bronquiectasias de tração indicam distorção arquitetural por fibrose, sugerindo fase crônica/fibrótica da doença. A questão pede a forma subaguda, em que se espera inflamação bronquiolocêntrica/alveolar, não remodelamento fibrótico tardio.
C
Errada
Faveolamento é sinal de fibrose pulmonar estabelecida e avançada. Isso não corresponde ao achado típico da pneumonite de hipersensibilidade subaguda, que é uma apresentação inflamatória não fibrótica.
D
Errada
Hiperinsuflação difusa remete a fisiopatologia obstrutiva com aumento de volumes pulmonares, como aprisionamento aéreo/enfisema/asma. O caso, porém, sustenta doença intersticial com padrão restritivo e sem resposta ao salbutamol.
E
Certa
A alternativa E está correta porque, na forma subaguda/não fibrótica da pneumonite de hipersensibilidade, o achado clássico é de micronódulos centrolobulares mal definidos em vidro fosco. No contexto de exposição em aviário, esse padrão é o que melhor traduz o acometimento bronquiolocêntrico/alveolar inflamatório esperado.
Pegadinha da questão
A banca mistura dispneia e uso prévio de salbutamol com uma alternativa de padrão obstrutivo e também oferece achados fibróticos que podem ocorrer em formas crônicas da doença; o erro é ignorar que o enunciado pede a forma subaguda, cujo padrão típico é micronodular centrolobular em vidro fosco.
Dica para questões semelhantes
  • Em exposta a aves com dispneia, tosse, crepitações e padrão restritivo, pense em doença intersticial por antígeno inalado.
  • Na pneumonite de hipersensibilidade subaguda, priorize achados bronquiolocêntricos inflamatórios, especialmente micronódulos centrolobulares em vidro fosco.
  • Bronquiectasia de tração e faveolamento sugerem fase fibrótica crônica, não a forma subaguda.
  • Não use PPD não reator como elemento confirmatório; o dado decisivo é a combinação de exposição ocupacional e padrão de imagem típico.

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