A aplicação dos princípios da proporcionalidade e da razoab...

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Q3767632 Direito Administrativo
A aplicação dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade na atuação fiscal implica:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na atuação fiscal da Administração, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade exigem adequação, necessidade e justa medida entre a infração apurada e a providência adotada, considerando a gravidade da infração, o risco à saúde pública e as circunstâncias do caso concreto. Por isso, é correta a alternativa que vincula a sanção a esses elementos.

Tema central: Proporcionalidade e razoabilidade na fiscalização
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque proporcionalidade não significa aplicar a mesma penalidade a situações diferentes. Ao contrário, exige correspondência entre a sanção e a gravidade, o risco e as circunstâncias do caso. A uniformização de penalidades para hipóteses distintas viola a vedação à padronização cega.
B
Errada
Está incorreta porque razoabilidade não autoriza substituir análise técnica por conveniência subjetiva do agente. No poder de polícia, a decisão deve ser racional, motivada e tecnicamente fundada. O subjetivismo administrativo é incompatível com esse parâmetro.
C
Errada
Está incorreta porque os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade não impõem evitar a lavratura de autos de infração. A orientação educativa pode existir, mas não substitui obrigatoriamente a autuação quando houver infração e a providência sancionatória for juridicamente cabível. O poder de polícia sanitária compreende também repressão administrativa proporcional.
D
Certa
A alternativa D está correta porque expressa o critério jurídico decisivo: a atuação fiscal proporcional e razoável não se satisfaz com resposta automática, mas com adequação da medida sancionatória à natureza e à intensidade da infração, ao risco sanitário envolvido e às particularidades do caso concreto. Esse é exatamente o conteúdo consolidado desses princípios no âmbito do poder de polícia administrativa.
E
Errada
Está incorreta porque a boa-fé do infrator pode ser considerada na dosimetria, mas não determina, por si só, penalidade branda sempre. A resposta administrativa continua dependente da gravidade da infração e do risco à saúde pública. A alternativa erra ao dar prevalência automática a uma circunstância subjetiva independentemente do risco sanitário.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre proporcionalidade e brandura automática, além da falsa ideia de que razoabilidade permite subjetivismo ou transforma a fiscalização sanitária em atuação apenas educativa.
Dica para questões semelhantes
  • Procure a alternativa que relacione a medida administrativa à gravidade da infração, ao risco envolvido e ao caso concreto.
  • Elimine opções que imponham tratamento igual para situações desiguais, porque isso contraria a proporcionalidade.
  • Desconfie de alternativas que troquem critério técnico por conveniência subjetiva ou que excluam a possibilidade de sanção quando ela for cabível.
  • Boa-fé pode influir na dosimetria, mas não afasta a necessidade de ponderar a proteção da saúde pública.

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Comentários

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gabarito D

A proporcionalidade e a razoabilidade na fiscalização querem dizer o seguinte: a punição tem que combinar com o tamanho da infração. Nada de exagerar, nada de ser leve demais. O fiscal olha o risco à saúde, a gravidade do erro e as circunstâncias do caso e aplica a sanção justa.

OLHA AS PALAVRAS DAS ALTERNATIVAS A, B, C e E SÃO ESDRÚXULAS.

A - TODAS

B - SUBSTITUIR/SUBJETIVOS

C - APENAS

E - BRANDAS

NEM PRECISA LEMBRAR DO PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE.

GAB: D

Alternativa correta: D

Os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade funcionam como limites à atuação da Administração Pública, impedindo excessos e arbitrariedades. Na atividade fiscalizatória, eles exigem que as medidas adotadas e as sanções aplicadas guardem relação adequada com a gravidade da infração cometida.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. A proporcionalidade não autoriza a uniformização de penalidades, pois situações distintas exigem respostas distintas.

B) Incorreta. A atuação fiscal deve ser técnica e juridicamente fundamentada, e não baseada em critérios subjetivos de conveniência.

C) Incorreta. Os princípios não impedem a lavratura de autos de infração quando cabível; a atuação educativa não substitui a repressiva quando há risco relevante.

E) Incorreta. A boa-fé pode ser considerada, mas não pode se sobrepor ao risco sanitário, que é o bem jurídico prioritário a ser protegido.

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