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Q3913782 Medicina
Durante uma ultrassonografia pélvica transvaginal em uma paciente de 42 anos com dismenorreia e menorragia progressiva, o útero é avaliado. O exame revela um útero globoso, com assimetria miometrial (parede posterior mais espessa que a anterior), zonas juncionais miometriais indefinidas, e a presença de pequenos cistos miometriais subendometriais. Qual é a principal hipótese diagnóstica com base nesses achados? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é o padrão ultrassonográfico de acometimento miometrial difuso: útero globoso, assimetria miometrial, zona juncional indefinida e pequenos cistos miometriais/subendometriais. Como o enunciado descreve alteração intramiometrial típica, e não doença do endométrio, lesão nodular focal ou acometimento pélvico extrauterino, a principal hipótese é adenomiose.

Tema central: Adenomiose ao ultrassom
Análise das alternativas
A
Errada
Hiperplasia endometrial é patologia da mucosa endometrial e seu achado esperado é espessamento endometrial. Ela não explica o padrão descrito de acometimento miometrial difuso, com assimetria miometrial, indefinição da zona juncional e cistos miometriais. O critério excludente aqui é a topografia: o enunciado localiza a alteração no miométrio, não no endométrio.
B
Certa
A alternativa B está correta porque integra a topografia e a morfologia dos achados. Adenomiose corresponde à presença ectópica de glândulas e estroma endometriais no miométrio, o que explica espessamento miometrial difuso, alteração da zona juncional e microcistos. No ultrassom transvaginal, a combinação de útero globoso, assimetria miometrial, zona juncional mal definida e pequenos cistos miometriais/subendometriais é classicamente compatível com esse diagnóstico, além de concordar com a clínica de dismenorreia e menorragia.
C
Errada
Endometriose profunda acomete tipicamente estruturas pélvicas extrauterinas, como ligamentos uterossacros, reto, septo retovaginal e bexiga. Pode coexistir com adenomiose, mas isso não está demonstrado no enunciado. O que foi descrito é comprometimento intramiometrial e da zona juncional, o que afasta endometriose profunda como principal hipótese diagnóstica.
D
Errada
Leiomiomas costumam se apresentar como lesões focais nodulares bem delimitadas, frequentemente hipoecoicas, com distorção localizada da arquitetura uterina e, por vezes, sombra acústica. Isso contrasta com o padrão difuso infiltrativo descrito, com útero globoso, assimetria miometrial, alteração da zona juncional e pequenos cistos miometriais. O critério excludente é morfológico: mioma é nodular; aqui o padrão é difuso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre aumento uterino com sangramento e miomatose ou patologia endometrial, mas os achados decisivos estão no miométrio e na zona juncional, especialmente os pequenos cistos miometriais subendometriais.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro localize a doença: miométrio, endométrio ou estruturas pélvicas extrauterinas.
  • Padrão difuso com útero globoso, assimetria miometrial e zona juncional indefinida favorece adenomiose.
  • Pequenos cistos miometriais/subendometriais têm forte peso a favor de adenomiose.
  • Se a imagem for nodular e bem delimitada, pense em mioma; se for difusa e intramiometrial, pense em adenomiose.

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