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Q3792663 Pedagogia
La lengua en tránsito: escuelas, pantallas y memoria colectiva


En las aulas contemporáneas se verifica una tensión productiva entre la norma académica y las prácticas comunicativas emergentes: los estudiantes traen consigo repertorios híbridos, en los que conviven variedades dialectales, jergas digitales y fórmulas de cortesía tradicionales. Esta coexistencia no debe entenderse como amenaza, sino como material pedagógico: enseñar una lengua hoy implica mediar entre la competencia normativa y la competencia sociolingüística, reconociendo que el uso real en redes sociales, espacios comunitarios o escritos formales polariza demandas distintas.

El desafío para el docente radica en diseñar secuencias didácticas que permitan el análisis crítico de la variación, sin reproducir prejuicios prescriptivos. Por ejemplo, al abordar fenómenos como el voseo o la aspiración de /s/ en ámbitos caribeños, conviene orientar actividades que contrasten indicadores fonéticos y su carga indexical lo que dice la forma sobre la identidad, la historia y las prácticas sociales antes que penalizar la forma en favor de una norma idealizada.

Asimismo, la convergencia entre lengua y tecnología plantea nuevas cuestiones: ¿cómo evaluar la competencia oral cuando los intercambios tienen lugar por mensajes de voz o en foros asincrónicos? ¿Qué criterios se mantienen para la corrección escrita si la pantalla favorece abreviaturas y multimodalidad? La propuesta curricular debe, por tanto, integrar herramientas digitales, promover la reflexión metalingüística y articular la enseñanza con proyectos culturales que rescaten la memoria colectiva de las comunidades hablantes. Solo así la escuela contribuirá a formar hablantes críticos y competentes, capaces de elegir registros apropiados según contexto y propósito comunicativo.  
Tomando por base as diretrizes sugeridas no texto (integração de ferramentas digitais, projetos culturais, memória coletiva), qual proposta pedagógica está mais alinhada aos princípios da BNCC para ensino de língua estrangeira e educação intercultural?  
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: BNCC (Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017, Anexo – Língua Inglesa no Ensino Fundamental, competências específicas): "4. Elaborar repertórios linguístico-discursivos da língua inglesa, usados em diferentes países e por grupos sociais distintos dentro de um mesmo país, de modo a reconhecer a diversidade linguística como direito e valorizar os usos heterogêneos, híbridos e multimodais emergentes nas sociedades contemporâneas. 5. Utilizar novas tecnologias, com novas linguagens e modos de interação, para pesquisar, selecionar, compartilhar, posicionar-se e produzir sentidos em práticas de letramento na língua inglesa, de forma ética, crítica e responsável. 6. Conhecer diferentes patrimônios culturais, materiais e imateriais, difundidos na língua inglesa, com vistas ao exercício da fruição e da ampliação de perspectivas no contato com diferentes manifestações artístico-culturais." Como o enunciado pede a proposta mais alinhada à integração de ferramentas digitais, projetos culturais e memória coletiva, a consequência jurídica é a escolha da alternativa C, única compatível com a BNCC.

Tema central: BNCC e interculturalidade
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A alternativa reduz o ensino à gramática normativa e exclui trabalhos de campo ou comunidade. Isso contraria a BNCC em dois pontos decisivos: primeiro, porque os eixos do componente devem ser trabalhados de forma articulada nas práticas sociais de uso da língua; segundo, porque o documento afasta o ensino restrito ao certo/errado, ao afirmar: "Para além da definição do que é certo e do que é errado, essas descobertas devem propiciar reflexões sobre noções como 'adequação', 'padrão', 'variação linguística' e 'inteligibilidade'." Logo, um programa exclusivamente normativo e descontextualizado não se alinha à dimensão intercultural nem à contextualização sociocultural exigidas pela BNCC.
B
Errada
Incorreta. O foco em tradução literal de textos canônicos, sem consideração dos contextos socioculturais, entra em confronto direto com a dimensão intercultural da BNCC. O documento exige reflexão sobre as relações entre língua, identidade e cultura e desenvolvimento da competência intercultural, além do contato com diferentes patrimônios culturais. A alternativa elimina exatamente esse componente ao tratar a língua como mero código para tradução literal, sem práticas sociais, sem multimodalidade e sem contextualização cultural.
C
Certa
A alternativa C coincide com o núcleo normativo da BNCC para Língua Inglesa: integra práticas situadas no contexto local, registros orais, atividades multimodais e articulação entre língua e cultura. Isso está em conformidade com o eixo intercultural, pois a BNCC afirma: "A proposição do eixo Dimensão intercultural nasce da compreensão de que as culturas, especialmente na sociedade contemporânea, estão em contínuo processo de interação e (re)construção." Também afirma: "Nesse sentido, o tratamento do inglês como língua franca impõe desafios e novas prioridades para o ensino, entre os quais o adensamento das reflexões sobre as relações entre língua, identidade e cultura, e o desenvolvimento da competência intercultural." Além disso, o documento determina que "É imprescindível dizer que esses eixos, embora tratados de forma separada na explicitação da BNCC, estão intrinsecamente ligados nas práticas sociais de usos da língua inglesa e devem ser assim trabalhados nas situações de aprendizagem propostas no contexto escolar." Por isso, uma proposta que combina investigação local, multimodalidade e articulação entre dimensões linguísticas e culturais é juridicamente compatível com a BNCC.
D
Errada
Incorreta. Ao substituir projetos culturais por exercícios de repetição padronizada, a alternativa esvazia exigências expressas da BNCC: valorização de patrimônios culturais, uso de novas tecnologias e novas linguagens, e articulação entre os eixos nas práticas sociais. A repetição mecânica não atende ao comando de trabalhar usos "heterogêneos, híbridos e multimodais" nem ao de conhecer "diferentes patrimônios culturais, materiais e imateriais". O vício jurídico da alternativa é substituir uma abordagem intercultural e contextualizada por uma prática padronizada e desarticulada.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre ensino de língua estrangeira como ensino de gramática/tradução e o modelo da BNCC, que exige interculturalidade, multimodalidade, tecnologias e articulação entre língua, cultura e identidade.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa integrar língua, cultura, identidade, práticas sociais e contexto local, ela tende a se alinhar à BNCC.
  • Desconfie de opções que proponham ensino exclusivamente gramatical, tradução literal descontextualizada ou repetição mecânica.
  • Na BNCC de Língua Inglesa, procure sinais de multimodalidade, novas tecnologias e usos híbridos da linguagem.
  • Quando o enunciado mencionar memória coletiva, comunidade ou projetos culturais, o critério decisivo é a dimensão intercultural.

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